Influenza Aviária
Índia reporta surto de Influenza Aviária no Estado de Karnataka
Não foram fornecidos detalhes sobre a espécie de aves.
A sucursal da Reuters em Paris noticiou há pouco que a Índia reportou um surto de um vírus altamente patógeno de Influenza Aviária perto de Bangalore, no Estado de Karnataka, no sul do país. A informação foi divulgada hoje (15/1) pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), citando um relatório do Ministério da Agricultura indiano.
O vírus H5N8 foi detectado em 26 de dezembro entre aves na aldeia de Dasarahalli, matando nove de 951 aves. Os outros foram sacrificados, segundo informou o OIE com sede em Paris, em um relatório publicado em seu site. Não foram fornecidos detalhes sobre a espécie de aves.
O aviNews conversou por telefone com a assessoria de imprensa da Associação Brasileira de Proteína Anima (ABPA) sobre os problemas comerciais que podem ser acarretados pela ocorrência. Segundo a entidade, os prejuízos deverão ser locais, considerando que a Índia tem um mercado fechado, sem relação comercial para a carne de frango com outros países e cuja produção atende ao mercado interno.
A Influenza Aviária (IA) foi reconhecida inicialmente como uma enfermidade viral sistêmica, altamente letal. Desde o final dos anos 1870 até 1981 foi identificada com nomes como Praga Aviária e Peste Aviária, entre outros. O termo Influenza Aviária foi adotado no I Simpósio Internacional de IA, para identificar a forma virulenta de alta patogenicidade da IA.
As aves aquáticas migratórias, cujos números chegam a milhões de aves na natureza, representam o reservatório natural das populações de vírus da IA tipo A. A enorme distribuição geográfica que têm em seus padrões de migração, lhes permite levar essas populações de vírus em suas rotas migratórias, constituindo-se como um risco de introdução de novos subtipos à avicultura comercial.
Os sistemas de produção da avicultura comercial mantém um risco significativo de contágio, especialmente nos últimos tempos quando se tem promovido o uso da avicultura chamada “orgânica”, que supõe manter aves livres durante seu ciclo produtivo.
A erradicação e controle destes vírus mediante a despopulação das aves comerciais infectadas se torna cada dia um tema mais controvertido, devido ao alto custo que supõe e ao alto risco que se tem de una reinfecção, juntamente com o crescimento no número de surtos do vírus registrado no mundo, na avicultura comercial, nos últimos anos (mais de 20 surtos de AP nos últimos 17 anos, diante da documentação de 16 eventos nos 34 anos anteriores a 2000).
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Com informações da Agência Reuters