Inédito no Brasil: HY-LINE realiza seminário latino-americano de postura focado em alta performance
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Para ler mais conteúdo de avinews Brasil 4 TRI 2025
Inédito no Brasil: HY-LINE realiza seminário latino-americano de postura focado em alta performance
Em Foz do Iguaçu (PR), mais de 300 lideranças da postura da América Latina discutiram genética, manejo, sanidade e ambiência. O recado central foi transformar recomendações em processo repetível no campo.
A primeira edição brasileira do Seminário Latino-americano da Hy-Line marcou um ponto de virada para a agenda técnica da postura na região. Em Foz do Iguaçu (PR), a companhia reuniu produtores de postura, técnicos de granja e executivos de genética, saúde animal, nutrição e equipamentos para discutir como executar, no dia a dia, aquilo que os manuais já prescrevem.
“Ano bom, ano ruim, a gente continua investindo”, salientou Gustavo Wassermann, líder global da área comercial da Hy-Line. “Esse é o tipo de empresa que queremos ser, de longo prazo”, completou. As falas deram o tom do encontro: aproximar a equipe técnica do campo e transformar recomendações em rotinas verificáveis.
Genética: avanço real e tempo de maturação

No eixo de genética e serviço, a equipe da Hy-Line explicou por que mudanças iniciadas no núcleo demoram a “aparecer” no campo. Enquanto a base genética evolui continuamente, a defasagem entre seleção, multiplicação e chegada à granja faz com que avanços levem ciclos para se materializar em produtividade e persistência de postura.
A orientação foi alinhar expectativas aos cronogramas biológicos e não “pular etapas” na recria, reforçando a presença do suporte técnico junto às equipes.
Coccidiose: parasitose silenciosa que cobra na casca
Entre os temas sanitários, a coccidiose – muitas vezes subestimada na postura – foi tratada como problema recorrente de eficiência. O consenso foi de que planos de controle precisam ler o desafio por granja e fase, combinar biosseguridade, manejo de cama, vacinação quando indicada e monitoramento que permita ajustes rápidos. Soluções “únicas” foram desencorajadas.

Respiratório: prevenir para não reagir
As doenças respiratórias foram abordadas sob a ótica da prevenção. Sem plano técnico e vigilância de rotina, a granja entra no modo reativo e perde eficiência. Variáveis de ambiência – ventilação, poeira, umidade e densidade – modulam o risco de quadros crônicos; estabilidade respiratória é resultado de ambiência bem administrada somada a protocolos coerentes de vacinação e biosseguridade.
Micoplasma e E. coli: atenção contínua
No micoplasma, o foco foi impedir infecções discretas que “roubam” desempenho ao longo do ciclo – com barreiras sanitárias consistentes, monitoramento e decisões de reposição bem fundamentadas. Em E. coli patogênica, a discussão destacou a persistência de linhagens de alto risco e a necessidade de encarar o problema como expressão de fragilidades somadas (manejo, ambiência, sanidade), não como episódio isolado.

Micotoxinas: perdas subclínicas e coexposição
As micotoxinas entraram pela porta da “perda invisível”: mesmo com análises pontuais dentro de referência, a coexposição e a interação com estresse térmico podem derrubar desempenho e piorar a casca. A orientação foi rastrear ingredientes, escolher aditivos de forma criteriosa e ler dados laboratoriais e zootécnicos de maneira integrada para evitar “vazamentos” de eficiência.
Sistemas alternativos: projeto técnico, não slogan
A transição de gaiolas para sistemas alternativos foi tratada como decisão de engenharia de produção: desenho de galpão, lógica de circulação de ar, posicionamento de ninhos e distribuição de comedouros/bebedouros reconfiguram o comportamento da ave – e a economia do sistema. O caminho recomendado: projeto técnico, metas por etapas e preparo de equipe, para não trocar um gargalo por outro.

Ambiência e iluminação: medir antes de agir
“Não morrer” durante ondas de calor não é sinônimo de boa ambiência. O objetivo é garantir conforto térmico e qualidade de ar dia após dia, para manter consumo, conversão e casca estáveis. Curvas de luz alinhadas ao objetivo produtivo, densidade compatível com a carga térmica e ventilação proporcional formam o tripé.
O seminário defendeu institucionalizar medições simples — temperatura, umidade, velocidade do ar e poeira — e decidir intervenções com base em dados, não em impressões.
Bronquite GI-23: vigilância e ajuste vacinal
Houve um bloco de vigilância frente a variantes de bronquite infecciosa, com atenção à linhagem GI-23. A tônica foi monitorar com laboratórios de confiança, ajustar programas vacinais à realidade epidemiológica local e resistir a “respostas instantâneas” a boatos. Previsibilidade e método evitam tanto ciclos de sobrevacinação quanto lacunas de proteção.
Vozes do Seminário
“A gente se sente muito grato por ter esse evento aqui no nosso país e poder gerar essa oportunidade de negócios, aprendizado que vai trazer engrandecimento à nossa cadeia produtiva.” – Marcelo Barbosa — Gerente Geral, Hy-Line do Brasil.
“Ano bom, ano ruim, a gente continua investindo. É assim que garantimos presença e capacidade para entregar o que o campo precisa.” – Gustavo Wassermann — Liderança Global Comercial, Hy-Line.
“Competitividade externa nasce na granja: padrão de processo, rastreabilidade e biosseguridade. Só assim a gente sustenta reputação e volume”. – Luis Rua — Secretário de Comércio e Relações Internacionais, MAPA.
“Quando você documenta, o padrão de performance aparece; quando não documenta, você não administra a realidade. Com dados, a gente enxerga diferenças dentro da mesma genética e volta ao manejo – peso, luz, ambiência – para fechar o gap” – Vitor Arantes — Gerente Global de Serviços Técnicos, Hy-Line.
“Escolhemos o Brasil, especialmente Foz do Iguaçu, porque aqui podemos alcançar muita gente e conectar melhor as equipes ao conteúdo técnico.” – Thomas Dixon — Global Marketing, Hy-Line.

Mercado e competitividade: eficiência primeiro
No eixo de mercado, o palco abordou que precificação, padronização de processos e previsibilidade regulatória são pré-requisitos para transformar janelas pontuais em receita recorrente. A leitura que se impôs — também ecoada nas conversas com executivos e técnicos — é que, quando a base operacional (manejo, ambiência, sanidade e rastreabilidade) está organizada, a granja fica pronta para aproveitar oportunidades táticas sem improviso, condição essencial para competir dentro e fora do país.
A Hy-Line entregou ciência aplicada, atualizou recomendações e reforçou – “em ano bom ou ruim” – o compromisso com P&D e serviço. Para quem saiu de Foz, o desafio imediato é revisar rotinas, estabelecer indicadores e transformar boas práticas em padrão.
É essa disciplina que converte potencial genético em resultado econômico sustentável. Assista à cobertura no canal agriNews Play Brasil: