Nutrição e Saúde Animal

MANEJO DE MICOTOXINAS NA AVICULTURA: SAÚDE INTESTINAL COMO ESTRATÉGIA-CHAVE

Para ler mais conteúdo de avinews Brasil 3 TRI 2025

MANEJO DE MICOTOXINAS NA AVICULTURA: SAÚDE INTESTINAL COMO ESTRATÉGIA-CHAVE

A produção avícola moderna enfrenta inúmeros desafios para garantir o desempenho zootécnico e a saúde das aves. Dentre esses, a presença de micotoxinas nos ingredientes da ração é um dos mais relevantes. As micotoxinas são metabólitos tóxicos produzidos por fungos filamentosos, que contaminam os grãos usados na alimentação animal.

Mesmo em baixas concentrações, essas toxinas podem comprometer severamente o desenvolvimento das aves, afetando diretamente sua saúde intestinal, desempenho produtivo e resposta imunológica. Além disso, as aves estão entre as espécies mais sensíveis, ficando atrás apenas dos suínos.

Entre as micotoxinas mais comuns na avicultura estão:

  • Aflatoxinas (AFs), que afetam principalmente o fígado e têm ação imunossupressora;
  • Fumonisinas (FBs), que provocam alterações no metabolismo de esfingolipídios, prejudicando as células intestinais;
  • Zearalenona (ZEA), que tem efeitos estrogênicos, altera a função reprodutiva e pode prejudicar a mucosa intestinal;
  • Tricotecenos, (como a DONdesoxinivalenol) que inibem a síntese proteica e afetam diretamente a integridade intestinal e,
  • Ocratoxina A (OTA), que prejudica os rins e também altera a permeabilidade intestinal.

Essas toxinas podem estar presentes simultaneamente nos ingredientes, gerando efeitos aditivos ou sinérgicos, o que agrava os prejuízos para a saúde das aves. O intestino é um dos principais órgãos-alvo das micotoxinas, uma vez que é uma das primeiras barreiras de contato entre as toxinas ingeridas e o organismo animal.

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MANEJO DE MICOTOXINAS NA AVICULTURA: SAÚDE INTESTINAL COMO ESTRATÉGIA-CHAVE

Os efeitos podem ser diversos, no entanto, existem quatro efeitos principais:

  1. ALTERAÇÕES MORFOLÓGICAS DA MUCOSA INTESTINAL: Micotoxinas como DON e FBs reduzem a altura das vilosidades e aumentam a profundidade das criptas intestinais.

Isso resulta em menor área de absorção de nutrientes e pior conversão alimentar. Em infecções subclínicas, essa atrofia pode não ser perceptível externamente, mas afeta diretamente o ganho de peso e a uniformidade do lote.

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  1. ALTERAÇÕES NA BARREIRA EPITELIAL: A integridade da barreira intestinal depende de junções intercelulares (tight junctions) que controlam a permeabilidade do epitélio.

Diversas micotoxinas comprometem essas junções, permitindo a translocação de bactérias patogênicas e toxinas para a corrente sanguínea, fenômeno conhecido como “intestino permeável” (leaky gut).

  1. DESEQUILÍBRIO DA MICROBIOTA INTESTINAL: A microbiota intestinal atua como um ecossistema essencial para a digestão, imunidade e defesa contra patógenos.

Micotoxinas alteram o perfil dessa microbiota, reduzindo a diversidade e favorecendo o crescimento de bactérias indesejáveis, como Clostridium perfringens, agente causador da enterite necrótica, dentre outras, como Salmonella spp., E. colli. e etc.

  1. MODULAÇÃO DO SISTEMA IMUNE INTESTINAL: A mucosa intestinal possui intensa atividade imunológica.

Micotoxinas como as aflatoxinas e tricotecenos interferem nessa resposta, inibindo a produção de anticorpos, alterando o número de células imunes e comprometendo a resposta a vacinas. Isso aumenta a susceptibilidade das aves a infecções bacterianas, virais e parasitárias.

MANEJO DE MICOTOXINAS NA AVICULTURA: SAÚDE INTESTINAL COMO ESTRATÉGIA-CHAVE

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A prevenção e o controle das micotoxinas exigem uma abordagem multifatorial, que envolve desde a produção agrícola até a formulação e suplementação da ração. As principais estratégias incluem:

Pensando nisso, a Biochem disponibiliza soluções que contribuem de forma preventiva para a redução dos efeitos deletérios das micotoxinas sobre a saúde intestinal e animal, que muitas vezes passam despercebidas devido à falta de controle no campo e fábrica de ração. A Biochem oferece uma estratégia integrada para auxiliar no enfrentamento dos diversos fatores de risco que afetam as aves.

Para isso, conta com tecnologias desenvolvidas na Alemanha, presentes em seus produtos, que atuam como ferramentas no suporte à redução dos desafios entéricos associados às micotoxinas e agentes patogênicos. O principal objetivo é promover a integridade intestinal das aves.

MANEJO DE MICOTOXINAS NA AVICULTURA: SAÚDE INTESTINAL COMO ESTRATÉGIA-CHAVE

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QUAIS AS SOLUCÕES E O QUE ESPERAR DO PROGRAMA DE SAÚDE INTESTINAL DA BIOCHEM PARA AVES?

O programa de saúde intestinal da Biochem tem ação preventiva através do uso de produtos como adsorventes de micotoxinas e probióticos. Sendo que, os adsorventes são substâncias adicionadas à ração que se ligam às micotoxinas no trato gastrointestinal, impedindo sua absorção. Podem ser de origem mineral (como bentonita e sepiolita) e/ou orgânica (paredes celulares de leveduras, por exemplo).

Já os probióticos, são microrganismos vivos que tem ação benéfica ao hospedeiro, modulando a microbiota e oferecendo suporte à integridade intestinal, que inclusive é afetada negativamente pelas micotoxinas. Esses compostos auxiliam na regeneração da mucosa, no equilíbrio da microbiota e na modulação da resposta imune.

Dentro do seu programa de saúde intestinal, a Biochem apresenta o adsorvente B.I.O.Tox.

Com uma formulação desenvolvida na Alemanha e validada cientificamente por diversos ensaios, o B.I.O.Tox é mais que um simples adsorvente, já que atua de forma estratégica na mitigação dos efeitos negativos das micotoxinas, sobre a integridade intestinal, sistema imune e desempenho produtivo. Suas  principais ações incluem:

Já o TechnoSpore é um probiótico de última geração desenvolvido para uso em diversas espécies animais, formulado com a cepa probiótica Bacillus coagulans DSM 32016. Essa cepa foi selecionada cuidadosamente por sua estabilidade, resistência ao calor, capacidade de produção de ácido lático e, principalmente, por seus efeitos benéficos sobre a microbiota intestinal.

O Bacillus coagulans DSM 32016 é uma bactéria formadora de esporos, com uma vantagem única: combina as propriedades benéficas das bactérias ácido-láticas (como a produção de ácido láctico) com a resistência dos bacilos esporulados.

Isso significa que ele sobrevive ao processamento térmico da ração, ao pH ácido do estômago e se torna ativo no intestino das aves. Sendo suas principais funções:

A combinação de B.I.O.Tox e TechnoSpore na alimentação das aves pode potencializar os benefícios observados com o uso individual dos produtos. Na prática, o uso concomitante dessas tecnologias oferece suporte ideal para um plantel mais saudável, produtivo e competitivo, alinhado ao compromisso de entregar um alimento seguro e de alta qualidade ao consumidor final. 

MANEJO DE MICOTOXINAS NA AVICULTURA: SAÚDE INTESTINAL COMO ESTRATÉGIA-CHAVE

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Estudos realizados mundialmente e no Brasil demonstram que a adoção do programa de saúde intestinal da Biochem, com inclusão dos produtos B.I.O.Tox e TechnoSpore nas dietas, resulta em benefícios consistentes, dentre eles:

Tanto o B.I.O.Tox quanto o TechnoSpore incorporam tecnologia de produção alemã com comprovação científica e resultados consistentes a campo, mesmo em diferentes condições de desafio e regiões ao redor do mundo.

Com base técnica sólida, tecnologia de ponta e benefícios comprovados, esses produtos se consolidam como ferramentas estratégicas para produtores que buscam suporte ao desempenho e produção sustentável. Desenvolvidos pela Biochem, empresa global em soluções para a produção animal, B.I.O.Tox e TechnoSpore se consolidam como ferramentas eficazes para os desafios da avicultura moderna.

Escolhendo os produtos, você investe em inovação com resultados práticos e consistentes para enfrentar os crescentes desafios da produção. A avicultura é dinâmica, e eficiência, sustentabilidade e bem-estar animal são pontos chave para o sucesso da atividade. Conte com quem está alinhado a esses objetivos. Conte com a Biochem.

Para mais informações a Biochem está à disposição. Entre em contato pelo e-mail [email protected].

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