Segundo a nota da SAGARPA, esse é o resultado de uma estratégia de diversificação do governo mexicano, que continua somando números positivos tanto na produção, como exportação de produtos agropecuários e pesqueiros. Como consequência, estima-se obter US$35 milhões na comercialização de alimentos em nível mundial.
México aumenta número de plantas com certificação Halal
En México aumentarán las plantas con certificación Halal para exportar, por lo cual tendrá 61 plantas certificadas de carne aviar y otros agroalimentarios.
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A Secretaria de Agricultura, Pecuária, Desenvolvimento Rural, Pesca e Alimentação (SAGARPA) do México comunicou o aumento do número de plantas com certificação Halal. O país passará a contar com 61 plantas certificadas de carne aviária e outras, assim como processadoras de alimentos, empacotadoras e enlatadoras.
Para isso, as relações bilaterais estabelecidas pelo México têm sido chave. O presidente mexicano, Enrique Peña Nieto, há trinta meses, esteve em cinco países da Península Arábica, de onde prosseguiu em uma missão comercial da SAGARPA, abrindo novos mercados de exportação aos produtos mexicanos.
A SAGARPA, agro-empresários e produtores iniciaram um processo de certificação Halal abrangendo um mercado superior a 1,8 bilhões de potenciais consumidores em países com população muçulmana. Desta maneira, até o momento, há 61 plantas mexicanas certificadas que compreendem os setores de carne de aves e outras carnes, processadoras de alimentos, empacotadoras e enlatadoras para atender esse significativo mercado muçulmano.
Sob esse cenário, os servidores da SAGARPA, produtores e agro-empresários realizaram uma reunião de trabalho com representantes do Centro Internacional de Certificação dos Emirados Árabes Unidos, EIAC, com o objetivo de consolidar e supervisionar as competitividades da agroindústria alimentar mexicana em sua cadeia produtiva com certificação Halal.
Nessa reunião, o coordenador geral de Assuntos Internacionais da SAGARPA, Raúl Urteaga Trani, manifestou que os especialistas realizaram as visitas técnicas de certificação tanto das plantas de abate como de processamento de carne de frango (Aguascalientes) e carne bovina (San Luis de Potosí), cujo objetivo é estender a oferta de exportação mexicana aos mercados do Oriente Médio e Ásia.
Ele também detalhou que o EIC, representado pelos auditores Noureddine Abader e Haluk Anil, é uma instituição governamental dos Emirados Árabes Unidos (EAU) que atua como autoridade, certificando as demandas Halal na região do Oriente Médio. O EIC possui um marco que é referência para certificar a observação dos critérios e qualidade Halal das empresas para mercados muçulmanos.
O coordenador geral de Assuntos Internacionais da SAGARPA ressaltou que a agenda dos especialistas do EIAC também contou com uma uma visita técnica ao Serviço Nacional de Saúde, Segurança e Qualidade Agroalimentar (SENASICA) do México, onde puderam ser observadas as competências tecnológicas e os processos sanitários, assim como os processos de segurança e rastreabilidade que garantem a qualidade fitossanitária e zoosanitária mexicana.
Na mesma reunião citada anteriormente pela SAGARPA, realizada na Ciudad de México, o diretor geral da União Nacional de Avicultores (UNA), Antonio Calderón Ruanova, e o diretor da Mexican Beef, Rogelio Pérez Sánchez, realizaram uma apresentação sobre as características técnicas, sanitárias e de infraestrutura das empresas produtoras de carne de aves e bovina que desejam exportar.
Ambos também ressaltaram que o México é o sétimo produtor mundial de proteína animal e 60% de seu consumo, no mercado interno, está baseado em ovos e carne de frango com qualidade para exportação.
No encontro, também foi comunicado que no ano passado, devido às estratégias para as exportações agroalimentares de produtos mexicanos à Península Arábica, alcançou-se US$56,1 milhões (Fonte: Consejería Agropecuaria de la SAGARPA con sede en EAU).