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Enquanto tradicionalmente o termo “ovoscopia” ainda se refere à detecção de ovos inférteis e de mortalidade inicial, um inovador desenvolvimento tecnológico, Laser Life, também identifica e elimina embriões mortos em estados de incubação intermediário e tardio, assim como os ovos com contaminação bacteriana. Veja!
A qualidade do ovo é o principal fator que influencia no processo de incubação, em especial quando se realiza a vacinação in ovo. Uma baixa carga bacteriana e uma boa qualidade da casca são essenciais para o sucesso.
Embora muitas práticas apontem para a maximização da saúde dos planteis de reprodutoras em produção, quanto mais velho for o lote, mais porosa e mais fina será a casca do ovo. Portanto, os ovos serão mais suscetíveis à contaminação bacteriana e à geração de ovos explosivos.
Como resultado, a mortalidade embrionária tardia aumenta, e o nascimento e a qualidade dos pintainhos diminuem.
A qualidade do ovo e a contaminação adquirem ainda mais importância ao vacinar In ovo. No momento da transferência, tanto os ovos inférteis como aqueles embrionados, cujos embriões morreram durante o processo de incubação, são considerados uma potencial fonte de contaminação e o objetivo é não processá-los.
Da mesma forma, também se requer reduzir o risco de contaminação daqueles ovos de boa qualidade destinados a nascer. Em tal contexto, a ovoscopia é essencial para melhorar a qualidade microbiológica do processo. Eliminar o número máximo de ovos não viáveis no momento da transferência ajuda em muito a melhorar a eficiência e a rentabilidade do processo de incubação. Entretanto, existe margem de melhora nos sistemas de ovoscopia tradicionais.
Como funciona
Os sistemas de ovoscopia tradicionais foram projetados para eliminar ovos inférteis e aqueles com embriões que morreram durante o processo de incubação, mas não todos. Eliminam somente ovos inférteis e a mortalidade embrionária inicial. Portanto, estes sistemas não identificam os ovos nos quais o embrião morre em uma etapa posterior e os ovos que estão microbiologicamente contaminados.
Enquanto tradicionalmente o termo “ovoscopia” ainda se refere à detecção de ovos inférteis e de mortalidade inicial, este inovador desenvolvimento tecnológico, Laser Life, também identifica e elimina embriões mortos em estados de incubação intermediário e tardio, assim como os ovos com contaminação bacteriana.
A tecnologia Laser Life utiliza um sistema de identificação dupla combinando a tecnologia a laser e a detecção térmica que mede a emissão de calor ou a ausência desta emissão pelo embrião morto. A emissão térmica dos ovos claros, mortos ou contaminados é diferente daquela dos embriões viáveis. Por meio de uma análise cuidadosa, é possível identificar, de forma precisa, até 99,9% e embriões viáveis a 18,5 dias de incubação. As leituras não dependem do lote de reprodutoras, nem são afetadas pela temperatura do ambiente.
Deste modo, o resultado é confiável e repetível.
A extração de embriões mortos e ovos contaminados na transferência leva a uma menor contaminação microbiológica durante a vacinação in ovo e nos incubatórios. Por conseguinte, melhora a capacidade de incubação e a qualidade dos pintainhos, e ajuda na produção de frangos isentos de antibióticos. Adicionalmente, quando se vacina in ovo, reduz-se o consumo de vacina e os custos associados ao manejo de descartes por reduzir a diferença entre os ovos vacinados e os pintainhos nascidos.
Fig. 1. Contaminação e nascimento. Quanto maior é a contaminação, maior será o seu impacto no nascimento, na qualidade do pintainho, no uso de antibiótico e na mortalidade na primeira semana de vida.
Fig. 2. Comparação de ovos retirados por Laser Life e ovoscopia tradicional.
Figura 3. Segmentação de ovos contaminados e embriões mortos retirados por Laser Life.
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Dados de Campo
Ensaios estritamente comparativos mostram que, independentemente da idade do lote de reprodutoras, o Laser Life retira maior quantidade de ovos em comparação com a ovoscopia tradicional. O motivo: diferentemente da ovoscopia tradicional, o Laser Life retira a mortalidade intermediária, tardia e os ovos contaminados por bactérias.
A porcentagem de ovos adicionais retirados varia entre 1% e 3%, dependendo do estado de saúde do lote de reprodutoras.
Os benefícios de retirar-se os ovos contaminados e os embriões mortos no momento da transferência foram monitorados durante o nascimento. Os resultados mostram uma melhora média de 0,9% no nascimento de embriões viáveis (Tabela 1) e 2% menos de ovos injetados, mas não nascidos (menor custo de vacina in ovo).
Os lotes processados com Laser Life mostraram melhores resultados, independentemente da idade do lote.
Qual é o impacto financeiro que tem?
Tabela 1 – Avaliação do nascimento
Em uma incubadora que produz 60 milhões de pintainhos por ano, o impacto financeiro que pressupõe uma melhora potencial de 0,50-1,00% no nascimento devido ao Laser Life, pode representar entre 100-200 mil euros, dependendo dos custos locais.
Os custos anuais de produção referentes à contaminação de ovos podem ser muito altos. A tecnologia inovadora do Laser Life é projetada para melhorar a saúde do pintainho ao reduzir a contaminação. Além disso, transferindo unicamente ovos embrionados viáveis, garante-se o total cumprimento dos mais altos padrões de biosseguridade.
Este artigo foi publicado pela primeira vez na revista International Hatchery Practice • Volume 32 Número 4
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