“Este é o pior cenário que já vimos, porque está avançando muito rapidamente na América do Sul”, ressalta Anderlise Borsoi, auditora fiscal federal agropecuária do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).
A Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) comunicou nessa semana o registro de dois surtos da gripe aviária na Bolívia, país que faz fronteira com quatro estados brasileiros. A notícia só aumenta a preocupação com o aumento do número de focos ativos da doença em mais de 40 nações, inclusive outras da América Latina.
“Este é o pior cenário que já vimos, porque está avançando muito rapidamente na América do Sul”, ressalta Anderlise Borsoi, auditora fiscal federal agropecuária do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).
O Serviço Nacional de Saúde e Qualidade Agroalimentar da Argentina (Senasa) decidiu fortalecer o reforço da vigilância epidemiológica na fronteira norte do país por causa da constatação da doença na Bolívia, onde foi confirmada a presença de gripe aviária em uma granja. Em dezembro, o Senasa publicou a Resolução 803, emitindo estado de alerta para a doença e solicitando a notificação da agência diante de qualquer caso suspeito.
O Brasil nunca registrou uma ocorrência sequer desse problema, e para manter esse status sanitário os setores público e privado envolvidos com a avicultura reforçaram as barreiras de biosseguridade. As indústrias até intensificaram a rotina de proteção em suas unidades produtivas.
Todos os esforços de órgãos públicos e da iniciativa privada contra a gripe aviária visa, primeiro, a evitar que a doença adentre as fronteiras brasileiras e, segundo, caso isso aconteça, a impedir que ela se propague. Entre os principais fatores que contribuem para sua transmissão estão as aves migratórias e silvestres que transportam o vírus por longas distâncias em suas rotas de migração. Foi assim que, a partir de outubro de 2022, a doença chegou às áreas litorâneas de Colômbia, Equador, Peru, Chile e Venezuela.
O Ministro da Agricultura do Equador comunicou ontem (01/02) que o país planeja vacinar mais de dois milhões de aves contra a gripe aviária para controlar o surto no país. O processo de vacinação começará nos próximos dois meses e o Equador importará quatro milhões de doses. Cerca de 1,2 milhões de aves foram infectadas com o vírus e foram abatidas nas quatro províncias do país, segundo dados oficiais.
“A vacina, juntamente com as medidas de biossegurança e controle, ajudará a prevenir a propagação da doença no país”, disse Bernardo Manzano, Ministro da Agricultura e Pecuária, além de reduzir a taxa de mortalidade das aves nas fazendas.
O Equador relatou em janeiro seu primeiro caso de transmissão humana de gripe aviária em uma menina de 9 anos, que provavelmente foi infectada por contato direto com aves domésticas portadoras do vírus na província de Bolívar.
A gripe aviária de alta patogenicidade é caracterizada principalmente pela alta mortalidade de aves que pode ser acompanhada por sinais clínicos, como andar cambaleante, torcicolo, dificuldade respiratória e diarreia. O Mapa alerta que embora seja considerada exótica e jamais tenha sido detectada no Brasil, é uma doença de distribuição mundial, com ciclos pandêmicos ao longo dos anos e com graves consequências ao comércio internacional de produtos avícolas.
Fonte: Elaboração aviNews com informações do Globo Rural e Reuters
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