
Persistência das fêmeas no pós-pico: Manejo da fertilidade e da produção
Granjas & Manejo
Para ler mais conteúdo de aviNews Brasil 1 TRI 2026
Gerenciar a fertilidade e a produção de ovos dos plantéis de matrizes é fundamental para alcançar uma boa produção e bem-estar das matrizes. No entanto, continua sendo um desafio manter a produção de ovos e a eclodibilidade persistentes, especialmente entre 40 e 60 semanas de idade.
Este artigo destaca os principais motivos pelos quais plantéis de matrizes podem apresentar persistência na produção de ovos e na eclodibilidade após o pico e visa fornecer conselhos sobre como superá-los.
Durante a produção, um plantel com bom desempenho apresenta:
Todas as características acima desempenham papéis cruciais para alcançar números de pintos por galinha alojada próximos aos objetivos de desempenho atuais.
Persistência das fêmeas no pós-pico: Manejo da fertilidade e da produção
Na maioria dos casos, quando a produção cumulativa de pintos não é alcançada, a baixa persistência da produção de ovos e a baixa fertilidade são os principais fatores. O acompanhamento dos Pontos-chave de manejo a seguir deve fazer parte da rotina diária de manejo. Isso pode representar a diferença entre um resultado no quartil superior e um no quartil inferior. Cada área é discutida com mais detalhes na próxima seção.
PONTOS-CHAVE DE MANEJO

Condições de criação
O período de criação constitui a base para o desempenho futuro do plantel. Se não houver um manejo detalhado de todos os aspectos do período de criação, desde a incubação até o acasalamento, especialmente da uniformidade (esquelética, peso corporal e sexual) de um plantel, o desempenho futuro da produção de ovos pode ser comprometido.
Um plantel com um período de criação ruim é menos previsível, com um declínio mais rápido na persistência pós-pico e, portanto, uma menor produção de ovos e pintos para incubação em comparação com um plantel com um período de criação bom.

Persistência das fêmeas no pós-pico: Manejo da fertilidade e da produção
Ambiente
A relação entre a temperatura efetiva (a temperatura percebida pela ave) e seu efeito no desempenho das aves é frequentemente negligenciada. Muitos manejadores fornecem a mesma quantidade de alimento por idade ao longo o ano, independentemente da temperatura efetiva que as aves estejam sentindo.
Durante o inverno ou nos meses mais frios, pode ser necessário aumentar a quantidade de alimento ou mantê-la em um nível mais alto e estático à medida que a produção progride durante o período mais frio. Ajustes no teor de lisina digestível, proporcionais ao aumento de energia, são cruciais para acompanhar volumes maiores de alimento usados para enfrentar baixas temperaturas, sem resultar em ganho de peso corporal excessivo.
Durante as estações quentes, as aves podem reduzir o consumo de alimento em resposta ao clima quente. Fornecer água mais fresca pode ser útil. Reformule a dieta para equilibrar o consumo de alimento, de modo que a ingestão de nutrientes atenda às necessidades das aves, como:
EFEITO DA TEMPERATURA NAS NECESSIDADES DE ENERGIA
Além disso, a ingestão de alimento deve ser alterada conforme a temperatura operacional difere de 23 o C (73 o F). A ingestão de energia deve ser ajustada proporcionalmente da seguinte forma:
No entanto, a influência de temperaturas acima de 23°C (73°F) na distribuição de alimento não é tão direta quanto o efeito do frio. A necessidade das aves de dissipar calor as impede de ajustar a ingestão de alimento, apesar do aumento da necessidade diária de energia.
Deve-se considerar parâmetros como níveis de produção de ovos, peso dos ovos, massa dos ovos, peso corporal e cobertura de penas antes de fazer qualquer alteração na distribuição de alimento.
Quando a cobertura de penas é ruim em temperaturas mais baixas, um aumento adicional na distribuição de alimento (acima dos níveis mencionados anteriormente) é essencial para manter as características de produção. Por exemplo, além do aumento nas necessidades de manutenção em clima frio, há outro ligeiro aumento na alimentação entre uma ave com muitas penas (pontuação 0) e uma com poucas penas (pontuação 5) (Figura 1).

Para obter mais informações sobre o manejo da cobertura de penas das fêmeas, consulte os seguintes artigos da Aviagen®: Guia prático para manejar a cobertura de penas nos plantéis de matrizes fêmeas.
ILUMINAÇÃO
Plantéis de matrizes de machos e fêmeas são fotorrefratários ao eclodirem (fotorrefratariedade juvenil). A fotorrefratariedade juvenil deve ser dissipada para que o desenvolvimento sexual ocorra. Para dissipar a fotorrefratariedade, as aves devem passar por pelo menos 18 semanas com fotoperíodos curtos (8 horas de luz) durante a criação.
As aves podem, então, receber e responder ao aumento da duração do dia (estimulação luminosa), iniciando assim a produção. Se expostas prolongadamente a duração de dias longos na criação (> 11 horas), as aves não dissiparão sua fotorrefratalidade juvenil, causando um início tardio da produção.

Persistência das fêmeas no pós-pico: Manejo da fertilidade e da produção
Recomenda-se que uma duração do dia de 13–14 horas de luz seja fornecida durante a produção. Fornecer mais de 14 horas de luz durante a produção geralmente leva o plantel a apresentar menor persistência devido ao avanço do início da fotorrefratariedade adulta e ao declínio mais rápido da produção. Quando forem utilizados galpões abertos nas laterais, a duração do dia deve ser preferencialmente de 13–14 horas, usando cortinas blackout no início e no final de cada dia.
Testes e exemplos de campo mostraram uma melhora na produção de ovos ao adicionar 2 horas após 50 semanas, o que pode ter o efeito de estimulação de luz tardia em aviários com ambiente controlado, nos quais o fotoperíodo não excede 14 horas.
Se for observada uma resposta positiva na produção total de ovos após o fornecimento de 2 horas adicionais de luz, um pequeno aumento temporário de 2–3 gramas na quantidade de alimento (compatível com o nível de aumento de produção observado) pode dar suporte adicional à resposta.
VENTILAÇÃO
A ventilação é uma parte fundamental do sistema de manejo e deve ser acompanhada o mais rigorosamente possível durante toda a vida do plantel. É essencial destacar a importância da ventilação e sua relação com a persistência da produção. A ventilação deve ser precisamente compatível com a biomassa das aves, a cobertura de penas e as condições ambientais externas.
A ventilação incorreta pode aumentar a produção de ovos no chão e a secreção ocular, reduzindo a produção de ovos, a viabilidade diária e a fertilidade.
Para obter mais informações sobre os princípios da ventilação do aviário de matrizes, consulte os seguintes artigos da Aviagen®: Manejo do ambiente no aviário para criação de matrizes de frango de corte e Manejo do ambiente no aviário para postura de matrizes de frango de corte.
CONTINUA NA PRÓXIMA EDIÇÃO Este artigo técnico foi dividido em duas partes. A Parte 2, na próxima edição, abordará a sincronização sexual e as taxas de acasalamento, detalhando como o manejo correto dos machos, a integridade do empenamento e o monitoramento contínuo dos dados do plantel são fundamentais para sustentar a fertilidade e a produção de ovos até o final do ciclo.
Persistência das fêmeas no pós-pico: Manejo da fertilidade e da produção