Epidemiologia da Doença de Newcastle
Epidemiologia da Doença de Newcastle
Doença viral infecciosa altamente transmissível, pioneiramente descrita em 1926 em Java/Indonésia e em Newcastle/Inglaterra, com diferentes intensidades de severidade em galinhas.
Agente etiológico: O vírus responsável pela Doença de Newcastle é um RNA vírus, pertencente á família Paramyxoviridae, gênero Paramyxovirus que comporta até o momento 9 sorogrupos identificados de PMV-1 até PMV-9, classificação esta realizada em função da relação antigênica na reação de Inibição de Hemaglutinação e raramente ocorrem reações cruzadas entre os sorogrupos.

O vírus da DNC pertence ao MVP-1.e a manifestação da patogenicidade varia de acordo com a susceptibilidade ligada à espécie animal. Assim, galinhas são mais susceptíveis que pombos e gansos. Em galinhas, a patogenicidade varia segundo o patótipo do vírus, dose infectante, via de penetração ou inoculação do vírus, idade e condições do meio ambiente.
A maior letalidade é observada entre jovens que podem morrer antes do aparecimento de sintomas. Portanto, em se tratando do vírus da DNC é importante reconhecer as diferentes estirpes em termos de alta e de baixa patogenicidade para galinhas e talvez de forma mais pertinente em estirpes endêmicas e epidêmicas (PaulillO & Doretto Jr1, 2000).
EVOLUÇÃO DO PARAMYXOVIRUS TIPO 1 DE POMBO (Ujvari et al.2, 2003): com base em estudo de isolados de pombos de 16 países (1978 – 2002) permitiu classificar no sub-grupo VIb/1 do genótipo VI da estirpe de galinha. Os diferentes graus de diversidade genética observada no início de epidemia sugerem prolongado período de infecção do vírus tipo-pombo antes da emergência da epidemia de 1980’ em galinhas. Revelada relação genética da epidemia de 1970’com estirpe do Sudão sugerindo que o PPMV-1 tenha se originado da África.

Estirpe e estudo filogenético das epidemias entre 1990 e 2002 na África (Abolnik et al.10, 2004):
Todas as variantes se disseminaram entre os paises e as variantes Vb3 e Vb4 podem ter-se desenvolvido durante o período endêmico.


Muitas espécies de aves domésticas e silvestres são hospedeiros naturais do VDN sendo as mais importantes, galinhas, perus, patos, gansos, faisão, aves psitacinas, aves migratórias. Psitacídeos e muitas espécies de aves silvestres são mais resistentes que outras como os galináceos e atuam, na epidemiologia da doença, como portadores. O estado de portador pode existir entre psitacídeos e outras aves silvestres.

Passarinhos: isolado patótipo lentogênico do APMV1 na Ilha de Helgoland (Mar do Norte) indicando pequena importância dessas aves como potenciais reservatórios (Schnebel et al.25, 2005).
Citações sobre a importância epidemiológica de aves de vida livre incluindo silvestres como reservatórios em potencial para as criações comerciais de galinhas principalmente. Tem sido particularmente estudadas:
Galinhas de fundo de quintal:
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