Fonte: Tribuna, Rural & Urbano
Segundo dados da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), a população mundial estará consumindo mais frango que qualquer outra carne até 2030.
Daqui oito anos o consumo de carnes no planeta, provavelmente, vai estar desenhado assim:
Essa ascensão mundial do frango passa por uma série de motivos. Alguns conhecidos do nosso dia a dia, como a alta dos preços das carnes. No Brasil, com a inflação corroendo o salário das pessoas, o consumo desta carne branca disparou, e deve fechar 2022 como a proteína mais consumida, com 51%, à frente da bovina (34%) e da suína (15%). Esse movimento, considerando o cenário econômico atual e futuro, deve permanecer, com as famílias deixando de lado as carnes vermelhas, que pesam mais no orçamento, para investir no frango (não podemos esquecer dos ovos, que também registram aumento significativo de consumo).
Ainda, nesta ascensão do frango, pesa questões religiosas. Em algumas partes do planeta, comer suíno ou bovino é proibido. Na Índia, a vaca é um animal sagrado. Ou seja, mais de 1,3 bilhão de pessoas a menos para consumir carne bovina. Nos países muçulmanos, a carne de porco é considerada ilegal, ou seja, proibida. Mais algumas centenas de milhões de pessoas deixando de consumir a carne suína. Por outro lado, o frango não conta com restrição religiosa, o que faz dele unanimidade independentemente do crédulo do consumidor.
Ainda é preciso colocar nesta conta a questão de saúde. De forma alguma qualquer tipo de carne faz mal. Mas a carne branca tem ocupado cada vez mais espaço no prato das pessoas que buscam hábitos mais saudáveis. Essa mudança no consumo também pesa na balança a favor do frango, que abocanha mais uma parcela dos consumidores.
Para parte significativa dos produtores rurais do Paraná, esse cenário é interessante. Isso porque o Estado é o maior produtor e exportador de frango do país. Em 2021, o Paraná abateu 2 bilhões de cabeças de frango. Ou seja, qualquer parte do Brasil ou do mundo que deseje frango, independentemente da religião ou da condição financeira, o Paraná está a postos para vender. Hoje, países como China, Japão, Emirados árabes, Arábia Saudita e a União Europeia já figuram entre os principais destinos do frango paranaense.
Fonte: Tribuna, Rural & Urbano
Autor: Carlos Guimarães Filho
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