Os europeus quiseram checar a efetividade do sistema em vigor na garantia da segurança e da rastreabilidade dos produtos exportados pelo Brasil à região, porém, a auditoria aponta casos de contaminação por salmonella e E. Coli. Em nota encaminhada à imprensa na tarde desta quarta-feira (14/6), a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) ressalta que “a proporção de desvios biológicos notificados segue padrões normais e considerados aceitáveis pelos diversos produtores avícolas mundiais, como é o caso da própria União Europeia”.
Nova missão europeia deverá auditar qualidade da carne brasileira
ABPA está apoiando o Ministério da Agricultura com informações necessárias para responder aos questionamentos das autoridades europeias
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Uma nova missão europeia deverá ser enviada ao Brasil dentro de seis meses com o objetivo de auditar a carne produzida para exportação no País. A informação consta de um comunicado enviado ao governo brasileiro pela Comissão Europeia, em 7 de junho, segundo apurado pelo jornal O Estado de São Paulo.
O comunicado demonstra insatisfação da Comissão com os resultados apurados pela missão de inspeção europeia ocorrida entre os últimos dias 2 e 12 de maio. Fazendas e locais de produção foram vistoriados com o objetivo de avaliar a qualidade das operações de controle sobre a produção de carne bovina, de cavalo e de frango, direcionadas para exportação à UE.
A Comissão exige que nenhuma nova empresa seja solicitada a entrar na lista de exportadores de frango ou carne bovina. E das que atualmente têm o direito de vender, a Europa vai exigir testes microbiais em 100% das exportações, ou seja, todos os contêineres deverão possuir certificados de saúde antes de deixar o Brasil.
Os europeus pedem que o governo envie um plano de ação e apresente relatórios regulares sobre o que tem sido feito. A ABPA divulgou que está apoiando o Ministério com informações necessárias para responder aos questionamentos apresentados pelas autoridades europeias.
“Assim como o Bloco Europeu, o setor de proteína animal do Brasil atua com total dedicação à qualidade de seus produtos, como também pela preservação de seu status sanitário – sendo o único grande produtor mundial a nunca registrar casos de Influenza Aviária e outras enfermidades, o que é um diferencial no mercado internacional”, diz a nota divulgada pela ABPA.
“A ABPA, em parceria com o Governo Brasileiro, segue trabalhando para recuperar a imagem do setor de proteína animal nacional, que gera mais de 4,1 milhões de empregos diretos e indiretos e que contribui para a segurança alimentar do Brasil e de outros 160 países – entre eles, aqueles que compõem a União Europeia”, conclui a nota.