“O Estado consome muito e também atende a todo o Nordeste. A Organização Mundial da Saúde preconiza o consumo de um ovo por dia. Aqui, no Brasil, o consumo é de 200 ovos por ano. Então, ainda existe uma expectativa de crescimento de consumo. Já o consumo da carne de frango é estável no Estado, temos uma produção de 42 milhões de quilos de carne por mês”, declarou o diretor administrativo da Avipe, Edval Veras, ao Jornal do Commercio.
Para Avipe, produção de ovos deve crescer 15% em Pernambuco
O setor avícola pernambucano movimenta R$ 3,5 bilhões por ano e emprega 150 mil pessoas.
A produção de ovos no estado de Pernambuco deverá crescer 15% em 2018, segundo a Associação Avícola de Pernambuco (Avipe). A informação foi divulgada neste domingo (18/3) pelo Jornal do Commercio, que informa ainda que a produção de ovos no estado em 2017 foi de 10 milhões por dia, colocando o Estado como o quarto maior produtor de ovos do País e o primeiro do Nordeste.
A previsão da entidade para a produção de carne de frango é de crescimento de 4%. O jornal traz um dado divulgado pela Agência Estadual de Planejamento e Pesquisas de Pernambuco – Condepe/Fidem – de que a pecuária cresceu 3,1% em Pernambuco no ano passado, segundo levantamento do Produto Interno Bruto (PIB).
O estudo aponta que a avicultura teve uma alta de 9% na produção de carne de frango e de 5,3% na produção de ovos, assumindo posição de destaque no PIB agropecuário do estado. Este ano, a expectativa também é positiva para o setor local, que movimenta R$ 3,5 bilhões por ano e emprega 150 mil pessoas.
O jornal também conversou com o proprietário da granja Ovo Novo, Josimário Florencio. Segundo ele, a maior procura por ovo se deve ao fato de as pessoas estarem buscando uma vida mais saudável.
“O ovo passou de bandido a mocinho. Estamos fazendo trabalho junto a academias, fisiculturistas, nutricionistas para conscientizar“, explicou Josimário ao Jornal. Na sua granja são produzidos 400 mil ovos por dia e a empresa cresceu cerca de 15% em 2017.
Em 2017, a avicultura teve um cenário positivo devido ao aumento das chuvas e de queda no preço do milho e da soja – insumos da produção – com a super safra. O preço da saca de 60 quilos de milho caiu de R$ 45 para R$ 35 em 2017. Este ano, com a quebra da safra de milho na Argentina e a incerteza quanto à colheita da segunda safra no Brasil, o preço da saca pode aumentar. Hoje, gira em torno de R$ 40.
“Este ano, temos a expectativa de melhora do consumo e o receio do aumento do custo. O povo está comendo mais frango. Acredito que vai ser um ano de desempenho médio porque a gente espera aumento da demanda e que o preço do produto melhore um pouco para compensar a alta nos custos de produção. Por enquanto, estamos esperando para ver o que vai acontecer”, disse o diretor comercial da Mauricea, Marcondes Filho, ao Jornal do Commercio. A Mauricea tem cinco mil clientes ativos no Nordeste.
Carne Fraca
Outro ponto que poderia causar receio é a deflagração da terceira etapa da Operação Carne Fraca da Polícia Federal, mas não há riscos para a imagem da avicultura em Pernambuco, segundo Edval. “100% das empresas do Estado estão registradas na Adagro. Nós não temos nenhum problema com relação à Operação Carne Fraca. A gente está fazendo tudo dentro do padrão”, disse Edval Veras ao Jornal do Commercio. Apenas 2% da produção de carne de frango é voltada para exportação.
Fonte: Jornal do Commercio -PE