Os preços da carne de frango, segundo o estudo, deverão permanecer competitivos com os da carne bovina e suína. Porém, segundo os analistas do USDA a expectativa é de concorrência mais acirrada com a carne de boi.
Produção brasileira de carne de frango deverá crescer 2,6% em 2018
As exportações de carne de frango brasileira deverão se expandir em cerca de 1,5%, principalmente pela demanda mundial derivada do impacto negativo da Influenza Aviária
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A produção brasileira de carne de frango deverá crescer 2,6% em 2018, chegando a 13,5 milhões de toneladas segundo o United States Department of Agricultura (USDA). O relatório semestral de frangos e produtos avícolas 2018, divulgado no último dia 6/3, aponta que a indústria avícola brasileira também deverá enfrentar ritmo mais lento das exportações e provável aumento dos custos de produção.
Segundo o USDA, a demanda doméstica irá impulsionar o crescimento da produção de carne de frango brasileira devido à recuperação econômica, menor inflação e um aumento projetado de 3% no Produto Interno Bruto. “A previsão revisada reflete a boa saúde da economia brasileira, com menor inflação e um crescimento estimado de 3% no PIB“, aponta o relatório.
Custos de produção
A previsão para 2018 é de redução nas margens de lucro dos produtores brasileiros de carne de frango, principalmente devido à projeção de redução na produção de milho em relação a 2017. O milho, segundo aponta o relatório do USDA, representa cerca de 70% do custo da produção da carne de frango. Já a Embrapa aponta que a nutrição, que não é formada apenas pelo milho, representa 67,79% do custo de produção do frango.
“Os custos da produção da carne de frango em 2017, nas principais áreas produtoras do sul do Brasil, caiu 9,41% devido ao recorde de culturas de soja e milho”, aponta o relatório. “As projeções atuais são que a safra 2017/18. provavelmente estabelecerá outro recorde para a produção de soja, porém a produção de milho será ligeiramente inferior à do ano passado”, completa.
Exportações
A previsão para as exportações de carne de frango foram revisadas para baixo em 2018. Apesar disso, os embarques ainda deverão se expandir em cerca de 1,5%, principalmente pela demanda mundial derivada do impacto negativo da Influenza Aviária que afeta diversos países.
Considerando que em 2017 o Brasil exportou 4,089 milhões de toneladas de carne de frango, segundo dados apresentados no material divulgado pelo USDA, em 2018 o volume exportado pelo país poderá chegar a 4,150 milhões de toneladas, superando as 4,125 milhões de toneladas exportadas em 2016.
O relatório aponta o prejuízo à credibilidade do serviço de inspeção de carnes do Brasil, derivado do impacto adverso da Operação “Carne Fraca” durante o primeiro semestre de 2017 e a incerteza quanto à volatilidade da taxa de câmbio devido às eleições presidenciais. Esses dois fatores são apontados como limitadores do crescimento adicional das exportações em 2018.
Outra dificuldade enfrentada pelos exportadores brasileiros, citada no relatório do USDA, são os “potenciais constrangimentos na União Européia” devido a problemas de inspeção para preencher a cota de frangos salgados. E os problemas brasileiros com a China também são destacados no relatório, que cita a investigação anti-dumping do país asiático sobre as importações de frangos de corte brasileiros, além da falta de novas aprovações de plantas no Brasil.
Os principais destinos para os produtos avícolas do Brasil em 2018 deverão ser os países asiáticos e do Oriente Médio / Norte Africano, principalmente Egito, Emirados Árabes Unidos e Kuwait. “As exportações para o Oriente Médio e África do Norte provavelmente chegarão a 40% das exportações de frangos de corte em 2018“, aponta o documento.
A análise inclui ainda o fato de os exportadores brasileiros estarem otimistas em relação a dois mercados recentemente abertos: México e Chile. Confira as estatísticas de dados de produção, oferta e demanda divulgados pelo USDA:

Notas: Dados não oficiais do USDA; Exclui as exportações de pés e patas de frango para a China e Hong Kong.