Dólar no radar
Em relatório disponibilizado em 22 de junho, o Rabobank projeta que o dólar encerre 2026 em R$ 5, 35, acima da estimativa de consenso do mercado, atualmente em R$ 5,20. A instituição atribui essa perspectiva à redução do diferencial de juros entre Brasil e Estados Unidos, às incertezas fiscais domésticas e à recuperação global da moeda norte-americana.
Dólar no radar
Para 2027, a projeção do banco é de câmbio em R$ 5,30 por dólar. O relatório também prevê crescimento do PIB brasileiro de 1,8% em 2026 e inflação oficial (IPCA) de 5,1% no período.
Segundo o Rabobank, o real deve continuar sujeito a pressões externas e domésticas ao longo dos próximos meses. Em suas projeções mensais, a instituição estima a taxa de câmbio em R$ 5,25 em julho e R$ 5,10 em agosto deste ano.
Para setores exportadores do agronegócio, como as cadeias de proteínas animais, o dólar mais valorizado tende a reforçar a competitividade dos produtos brasileiros nos mercados internacionais, embora também possa elevar os custos de insumos atrelados à moeda norte-americana.
Taxa Selic refrescante ao agronegócio
O relatório também destaca a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) de reduzir a taxa Selic para 14,25% ao ano. Nas projeções do Rabobank, os juros básicos devem encerrar 2026 em 13,25%, abaixo dos 14,00% projetados pelo mercado, e recuar para 11,25% ao final de 2027. A instituição avalia que o Banco Central iniciou um processo gradual de flexibilização monetária, mantendo, porém, uma postura cautelosa diante do cenário inflacionário.
Apesar do início do ciclo de cortes, o Rabobank projeta que a inflação permanecerá acima da meta nos próximos anos, com IPCA de 5,1% em 2026 e 4,1% em 2027. Na avaliação da instituição, esse quadro exige prudência na condução da política monetária e tende a limitar uma redução mais acelerada dos juros. Ainda assim, a expectativa de queda gradual da Selic pode contribuir para melhorar as condições de financiamento e investimento na economia brasileira nos próximos anos.
Rabobank
O Rabobank foi fundado nos Países Baixos no final do século XIX, a partir de cooperativas de crédito voltadas ao financiamento de agricultores e comunidades rurais. Atualmente, o grupo atua internacionalmente, oferecendo serviços financeiros para produtores rurais, cooperativas, agroindústrias, frigoríficos, tradings e empresas de toda a cadeia de alimentos e agronegócios.
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