O objetivo do workshop foi disseminar conhecimento entre os técnicos das indústrias. “Com uma nova regulamentação novas barreiras podem começar a aparecer”, observou o representante da ABPA. “Pensando também na segurança alimentar, é fundamental ter um controle e conhecer como as plantas industriais estão em relação a essa bactéria”, realçou.
Regulamento europeu para Campylobacter é debatido em Chapecó
"Com uma nova regulamentação novas barreiras podem começar a aparecer", observou o representante da ABPA
Essa semana, o município de Chapecó (SC) sediou o “Workshop sobre Campylobacter na indústria de aves”, promovido pelo SENAI do Município e pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). Um dos pontos trabalhados no encontro foi o novo regulamento europeu para avaliação de Campylobacter em carcaças de aves, que entra em vigor em 1o janeiro.
Também foram debatidas atualidades sobre Campylobacter, métodos para sua detecção e quantificação em alimentos e meios para análise da bactéria em alimentos. O coordenador do Grupo Técnico de Análises Laboratoriais da ABPA, Audecir Giombelli, explicou que Campylobacter é uma bactéria que está muito relacionada com a indústria avícola, sendo um patógeno que causa surtos de intoxicação alimentar principalmente na Europa.
“Aquele continente vem pesquisando nos últimos anos e recentemente fez uma regulamentação exigindo controle em carcaças de aves”, explicou Giombelli. A visão do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) sobre a bactéria na cadeia de avicultura também foi divulgada no encontro.
A palestrante Ivone Delazari, da diretoria de Segurança de Alimentos e Garantia da Qualidade da JBS Brasil, explanou que a bactéria é encontrada no trato intestinal de uma grande variedade de animais domésticos, de onde é disseminada para o meio ambiente, sendo comum em aves e pets, principalmente os mais jovens. As formas de infecção do ser humano são pelo contato direto com animais portadores, pelo consumo de água e de alimentos de origem animal contaminados quando a ingestão se dá sem um tratamento térmico prévio, como leite não pasteurizado e carnes cruas ou mal cozidas.
“O Campylobacter é uma das causas mais comuns de infecção nos Estados Unidos e em vários países da Europa. A maioria dos casos ocorre como fatos isolados e o mecanismo de patogenicidade pelo qual o Campylobacter causa a doença ainda não é suficientemente conhecido”, observou Ivone.
De acordo com a coordenadora de metrologia do Instituto SENAI de Tecnologia (IST) em Alimentos e Bebidas, Leania Fabbi, o workshop veio ao encontro da missão da FIESC, que está ligado o SENAI, de levar competitividade para a indústria catarinense.
“A parceria com a ABPA nesse evento é importante porque conseguimos dar suporte à indústria no segmento de análises laboratoriais”, salientou. Além disso, o laboratório de análises de alimentos do SENAI, setor de microbiologia, disponibiliza o ensaio de Campylobacter. “O IST pode assessorar a indústria na parte de monitoramento e controle de qualidade de alimentos”, assinalou Leania.
O diretor regional Oeste do SENAI, João Roberto Lorenzett, destacou que Chapecó possui o IST que atua com pesquisa aplicada, consultoria e metrologia. “Dos 60 Institutos SENAI de Tecnologia no Brasil, nas mais diversas áreas, o de Chapecó é o que possui o maior volume de negócios, com atuação nacional e internacional”, explicou.
Com informações da Assessoria de Imprensa do evento