Em um cenário de avicultura cada vez mais competitivo e focado no bem-estar animal, o controle de doenças respiratórias tornou-se um fator determinante para a viabilidade econômica do produtor. Entre as principais ameaças sanitárias destaca-se a Laringotraqueíte Infecciosa (LTI), enfermidade causada por um herpesvírus que compromete o desempenho do lote e impõe desafios produtivos severos.
A LTI é conhecida por sua alta morbidade, podendo atingir 100% das aves, com taxas de mortalidade que chegam a 70% em casos graves. No Brasil, relatórios técnicos recentes indicam um número crescente de surtos em frangos de corte, resultando em perdas econômicas substanciais para a indústria.
O desafio do diagnóstico
Diferente de outras patologias, como a bronquite, a LTI apresenta sinais clínicos específicos. De acordo com a médica-veterinária Graziela dos Santos, gerente de Contas-Chave de Avicultura da MSD Saúde Animal, o produtor deve estar alerta aos seguintes sintomas: conjuntivite e secreção ocular, ronqueira e estertor respiratório, quadros de asfixia, cabeça inchada e dificuldade respiratória aguda.
“O diagnóstico preciso é fundamental, especialmente porque casos brandos podem ser negligenciados, servindo como porta de entrada para a disseminação do vírus. A recomendação técnica é a realização de exames de PCR e histopatologia para confirmação”, afirma a profissional.
Embora o vírus seja sensível a fatores ambientais, ele possui alta capacidade de sobrevivência em matéria orgânica, podendo sobreviver por semanas, e estabelece latência nas aves infectadas.
“Por isso, o melhor tratamento é a profilaxia baseada em programas robustos de biosseguridade e vacinação de alta performance”, destaca Graziela.
Atualmente, a principal ferramenta de controle no Brasil são as vacinas vetorizadas.
“A eficácia da proteção não depende apenas do vetor, mas também das glicoproteínas presentes na vacina, que possuem papéis fundamentais na imunogenicidade”, explica a especialista.
“Por isso, a escolha da ferramenta correta é determinante para uma imunidade mais duradoura e segura.”
Para trazer soluções que facilitem e contribuam com o desenvolvimento da avicultura, a MSD Saúde Animal investe continuamente em ciência e tecnologia – anualmente, a companhia investe, globalmente, cerca de 20% do faturamento em pesquisa e inovação. Cenário esse que permite atuar contra as principais doenças do setor, como são os casos das vacinas Innovax® ILT-IBD (que protege, simultaneamente, contra doença de Marek, doença de Gumboro e Laringotraqueíte Infecciosa) e Innovax® ND ILT (que atua contra Doença de Marek, Newcastle e a Laringotraqueíte Infecciosa).
Resultados de campo: eficiência comprovada
Um estudo recente conduzido pela MSD Saúde Animal no Sul do Brasil demonstrou o impacto positivo da tecnologia de vetorização. Com o uso da vacina recombinante Innovax® ND ILT, aplicada in ovo, observou-se queda de 3,3 pontos percentuais na taxa de mortalidade entre os ciclos de produção (de 10,89% para 7,56%). Além disso, o peso médio final das aves subiu de 3,138kg para 3,300kg e teve melhora do índice de Conversão Alimentar Ajustada (CAA), reduzindo de 1,66 para 1,59.
“A vacina tem um impacto positivo no desempenho produtivo dos lotes de frangos de corte. Uma solução que permite a máxima expressão do desempenho zootécnico e saúde das aves”, afirma Graziela.
A MSD Saúde Animal, uma divisão da Merck & Co., Inc., Rahway, N.J., EUA, é uma unidade de negócios global de saúde animal comprometida com a Ciência para Animais mais Saudáveis. Por mais de 130 anos, temos sido pioneiros em ciência inovadora. Somos movidos pela inovação contínua para desenvolver medicamentos, vacinas e tecnologias revolucionárias. Com a experiência direta na fazenda e na clínica, atuamos lado a lado com nossos clientes em cada etapa do caminho. O foco é capacitar aqueles que cuidam dos animais, ajudando-os a gerenciar sua responsabilidade vital com confiança. Porque ninguém entende a saúde animal como nós.
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