O presidente da Fedeagro, Aquiles Hopkins, realizou um balanço do consumo de proteínas pela população venezuelana nos últimos doze meses, qualificando-a como catastrófica.
Venezuela: consumo de frango e ovos cai, respectivamente, 76% e 80%
El consumo de proteínas ha descendido a un nivel catastrófico en Venezuela, donde el consumo de pollo y huevo ha disminuido en 76% y 80% respectivamente, según el presidente de Fedeagro.
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O consumo de proteínas caiu em níveis catastróficos na Venezuela: – 76% para a carne de frango e – 80% para ovos. A informação foi divulgada por Aquiles Hopkins, presidente da Fedeagro (Confederação de Associações de Produtores Agropecuários).
O balanço foi apresentado durante a 75° Assembleia Anual da Fedecámaras, quando Hopkins alertou que a produção da Venezuela sofreu uma queda contínua durante 12 anos. Para Hopkins, a produção continuará caindo este ano, considerando que nada foi feito para reverter esta situação.
Segundo o dirigente, o setor era responsável por 70% do consumo venezuelano de alimentos, no entanto, hoje supre apenas 20% do consumo do país.
Aquiles Hopkins apontou também que todos os alimentos sofreram queda no consumo per capita, sendo dramático para o caso das proteínas. Como exemplo, ele citou que o consumo médio de frango, que era de 42 quilos por habitante ao ano, hoje se encontra em 10 quilos por pessoa anualmente. Os últimos números sobre o consumo de carne bovina são de 7 quilos, ante os mais de 24 quilos per capita anuais. A crise do setor avícola da Venezuela foi abordada pela aviNews Latam.
Hopkins acrescentou que hoje o consumo de ovos é de meno de 300.000 caixas mensais, sendo que antes o consumo desta proteína superava 1,5 milhões de caixas mensais, ou seja, uma queda de aproximadamente 80%.
Enfatizou ainda que os níveis produtivos do âmbito agrícola retrocederam em várias décadas. Segundo Hopkins, a produção atual de milho é semelhante à de 1970.
Em números, explicou que, para a próxima safra agrícola, a superfície de milho semeada não chegará a 120.000 hectares, ou seja, menos de 25% dos 650.000 hetares possíveis. o dirigente acrescentou que outros cultivos encontram-se em situação parecida: arroz, cana de açúcar, hortaliças, batatas etc.
Para Aquiles Hopkins, a única maneira de conter a fome na Venezuela seria o Estado poder importar o que não está sendo produzido.
Em sua opinião, a crise do campo na Venezuela é resultado de um conjunto de fatores, entre os quais destacou a escassez de insumos como sementes e fertilizantes, insegurança jurídica e pessoal, crise eléctrica e falta de combustível, agregado ao monopólio do estado venezuelano.
O presidente da Fedeagro concluiu destacando que o papel do estado venezuelano não é assumir protagonismo na produção agrícola porque não domina esta área. Em sua opinião, deveria proporcionar condições e criar políticas para que o setor privado consiga trabalhar.
Fonte: Com informação da Fedeagro, retiradas do site http://www.2001.com.ve