Alta no preço dos ovos: ABPA explica fatores e prevê normalização pós-quaresma
Alta no preço dos ovos: ABPA explica fatores e prevê normalização pós-quaresma
A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) esclarece que a alta registrada no preço dos ovos é uma situação sazonal, comum ao período pré e durante a quaresma. Após longo período com preços em baixa, a comercialização de ovos aqueceu pela demanda natural da época, quando há substituição de consumo de carnes vermelhas por proteínas brancas e por ovos.

Vale ressaltar que os custos de produção acumularam alta nos últimos oito meses, com elevação de 30% no preço do milho e de mais de 100% nos custos de insumos de embalagens. Ao mesmo tempo, as temperaturas em níveis históricos têm impacto direto na produtividade das aves, com reflexos na oferta de produtos.
Mesmo com estes fatores, os produtores esperam que o mercado deverá se normalizar até o final do período da quaresma, com o restabelecimento dos patamares de consumo das diversas proteínas.

Vale lembrar que embora em alta, as exportações de ovos têm efeito praticamente nulo sobre a oferta interna, já que representam menos de 1% das 59 bilhões de unidades que deverão ser produzidas este ano, o que deve gerar um consumo per capita de 272 unidades anuais – mais de 40 unidades acima da média mundial de consumo.
Embarques de ovos crescem 22,1% em janeiro de 2025
As exportações brasileiras de ovos, tanto in natura quanto processados, registraram um crescimento expressivo em janeiro deste ano.
De acordo com a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), o volume total exportado no período foi de 2.357 toneladas, o que representa um aumento de 22,1% em relação ao mesmo mês de 2024, quando foram embarcadas 1.931 toneladas.

O principal destino das exportações brasileiras de ovos foi os Emirados Árabes Unidos, que importaram 783 toneladas, embora tenha ocorrido uma queda de 22% no volume adquirido. Em seguida, Serra Leoa surpreendeu com um crescimento expressivo de 583%, totalizando 352 toneladas importadas. Os Estados Unidos também tiveram um desempenho positivo, com 220 toneladas compradas, um aumento de 33%. O Japão importou 205 toneladas, crescendo 28%, e o México, que recentemente abriu seu mercado para o setor, recebeu 172 toneladas.
Fonte: ABPA
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