

Frente a esses desafios, o médico-veterinário, doutorando em Reprodução Animal pela USP-SP e Supervisor Regional de Serviços Técnicos da Aviagen, Felipe Kroetz Neto, abordou o tema “Desafios para o controle de Salmonella na cadeia de produção de incubatório”, durante o Simpósio “Salmonella: Atualizando controle e tendências” da FACTA (Fundação APINCO de Ciência e Tecnologia Avícolas), no primeiro dia do evento, em 27 de abril.
Para o especialista, fatores inerentes ao incubatório podem gerar condições ideais para a ocorrência de problemas como a disseminação de patógenos, com consequentes perdas embrionárias e de pintinho, má qualidade no produto e dificuldades com fatores microbiológicos e/ou fisiológicos que levarão a prejuízos. “Por isso a necessidade da implantação de rígidas medidas de controle sanitário do incubatório, envolvendo o maior número de aspectos possíveis para biossegurança e um efetivo programa de monitoramento da eficácia das medidas adotadas e da qualidade do produto final”, explicou Kroetz Neto.
A simples adoção de sanitização sem controle posterior para avaliação da eficácia não é o suficiente. É preciso ter em constante ação o uso de procedimentos, tais como o HACCP, BPF e/ou POP’s e a rastreabilidade para restringir a entrada e controlar, por meio da matéria-prima que neste caso é o ovo, a contaminação por patógenos.
“É fundamental adotar medidas de garantia de fluxo de áreas, pessoas, materiais e equipamentos que reduzam a proliferação de bactérias. A atenção deve ser redobrada com os carrinhos e bandejas que entram na granja e retornam, pois, estes são os meios mais comuns de trânsito e contaminação do incubatório”, alertou o médico-veterinário.
Por isso os cuidados com a higienização em caixas de pintos – que vão para o produtor e retornam ao incubatório – se tornam relevantes para a atividade. Realizar as lavagens com água quente e com o uso correto de detergente e desinfetantes podem fazer a diferença na retirada dos microorganismos alojados na superfície.
Debatendo a Salmonella
Por se tratar de uma doença de saúde pública, a Salmonella é um dos termos mais relevantes da cadeia avícola. Especialistas, técnicos, pesquisadores e empresas vão em busca de soluções no controle desta bactéria desde o preparo dos alimentos para as aves até o alimento entregue ao consumidor. “A Salmonella não é exclusividade do mercado brasileiro, no qual, os profissionais da cadeia avícola têm buscado as melhores maneiras de controle, mantendo-as em níveis mais baixos possíveis, através da busca de medidas que restrinja a entrada dessa bactéria em nosso parque criatório, através da biosseguridade”, apontou Kroetz Neto.
Sobre a Aviagen
Desde 1923, a Aviagen tem sido a empresa global preferida em genética avícola, com a missão de ajudar seus clientes – produtores mundiais de carne de frango – a fornecer uma proteína saudável e sustentável para suas comunidades em constante crescimento. Aplicando seus valores corporativos de “Breeding Sustainability”, a Aviagen implementa ferramentas que promovem a produção comercial de frangos com foco no meio ambiente e na responsabilidade social, além do benefício econômico dos produtores, ao mesmo tempo em que promove o rendimento, a saúde e o bem-estar das aves.
Para satisfazer as diversas demandas de mercado, a Aviagen oferece um completo portfólio de reprodutoras sob as marcas Arbor Acres®, Indian River® e Ross®. O Rowan Range® e o Specialty Males® têm como objetivo o crescimento mais lento e são indicados para nichos específicos de mercado. A sede da Aviagen fica em Huntsville, no estado americano do Alabama, e detém operações no Reino Unido, Europa, Turquia, América Latina, Índia, Austrália, Nova Zelândia, África e Estados Unidos, além de joint ventures na Ásia. A empresa tem aproximadamente 8.000 colaboradores e atende a clientes em 100 países.
Fonte: Attuale Comunicação
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