A avicultura do Espírito Santo vive um momento de fortalecimento institucional e expansão produtiva. Entre investimentos privados, melhorias logísticas, ações de biosseguridade e maior articulação das entidades representativas, o setor capixaba vem consolidando seu protagonismo dentro das cadeias brasileiras de proteína animal. As iniciativas foram destacadas na mais recente edição do informativo da Associação dos Avicultores do Estado do Espírito Santo (AVES) e da Associação de Suinocultores do Estado do Espírito Santo (ASES).
O cenário ocorre em um momento de crescente exigência dos mercados nacionais e internacionais por eficiência produtiva, sanidade animal e sustentabilidade, fatores que colocam o Espírito Santo em posição estratégica, especialmente pela forte organização dos produtores e pela relevância de polos produtivos como Santa Maria de Jetibá, Venda Nova do Imigrante, Castelo e Linhares.
Sanidade segue como prioridade diante da Influenza Aviária
A manutenção do status sanitário é considerada uma das principais conquistas do setor capixaba, por isso esse tema foi aprofundado pelo Jornal do Agronegócio (JA), de maio 2026. Segundo dados trazidos pelo JA, o Estado permanece sem registros positivos de Influenza Aviária desde junho de 2025, mas as entidades reforçam que o momento exige vigilância constante, especialmente devido ao período migratório de aves silvestres e ao surgimento de novos focos em outras regiões do país.
Segundo a AVES, o desafio atual é garantir que as medidas de biosseguridade sejam adotadas em toda a cadeia produtiva, incluindo produções de subsistência e propriedades ainda não formalizadas. A avaliação é de que a legislação brasileira já oferece instrumentos eficazes para prevenção da doença, desde que seja aplicada integralmente.
A preocupação é compartilhada por produtores e lideranças do setor, que veem na biosseguridade um requisito indispensável para manter a competitividade da avicultura brasileira nos mercados internacionais.
Outro movimento relevante para o setor foi a participação dos produtores capixabas no Projeto Campo Futuro, iniciativa da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e do Senar, voltada ao levantamento dos custos de produção da postura comercial. O trabalho realizado em Santa Maria de Jetibá, busca gerar informações econômicas que auxiliem produtores na tomada de decisão e no planejamento das atividades.
A presença das entidades capixabas também nas discussões regionais para a construção das propostas do Plano Safra 2026/2027, demonstra a preocupação do setor com temas como crédito rural, políticas de comercialização e ferramentas de gestão de risco.
Além das questões sanitárias e econômicas, a infraestrutura também se figurou entre as prioridades da cadeia produtiva capixaba. Um exemplo é a recuperação da Rodovia ES-264, importante corredor para o escoamento da produção agrícola da região serrana.
A obra beneficiará diretamente Santa Maria de Jetibá, um dos maiores polos produtores de ovos, aves e hortifrutigranjeiros do estado, reduzindo gargalos logísticos e aumentando a eficiência do transporte de cargas.
O investimento é visto como estratégico para garantir maior competitividade às cadeias agroindustriais locais e a AVES esteve presente, em 01/04, no
Palácio Anchieta para a assinatura da Ordem de Serviço da recuperação e
revitalização da Rodovia.
O Espírito Santo também se prepara para sediar importantes encontros técnicos do setor. A FAVESU 2026, considerada uma das principais feiras de proteína animal do estado, já está em fase de organização e deve reunir empresas, pesquisadores, técnicos e produtores. Na edição anterior, o evento contou com 78 expositores, mais de 20 horas de programação técnica e aproximadamente 2.500 participações.
Estão abertas as inscrições para a submissão de trabalhos científicos que serão apresentados durante a Feira da Proteína Animal Capixaba – FAVESU 2026, que acontece nos dias 28 e 29 de outubro de 2026. A iniciativa tem como objetivo estimular a aplicação prática do conhecimento científico e fortalecer a aproximação entre o meio acadêmico, produtores rurais e empresas ligadas às cadeias da proteína animal.
Podem participar estudantes de graduação e pós-graduação, professores, pesquisadores e profissionais do setor, com trabalhos voltados às áreas de Frango de Corte, Postura Comercial (galinhas e codornas), Suinocultura e Piscicultura.
Os estudos devem estar enquadrados em pelo menos um dos seguintes temas: Sanidade, Ambiência, Bem-estar Animal, Sustentabilidade, Inovação Tecnológica ou Inspeção Sanitária de Produtos de Origem Animal. Os trabalhos serão avaliados por uma comissão de jurados formada por profissionais renomados nas áreas correspondentes.
Fonte: Jornal do Agronegócio (com adaptações da redação aviNews)
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