

Em 11 de junho passado, a Comissão Européia autorizou a Bélgica a fornecer ajuda emergencial para avicultores afetados pelo vírus da Influenza Aviária de Baixa Patogenicidade, H3N1. A OIE (Organização Mundial de Saúde Animal) considera esses auxílios proibidos e injustificados, reservados apenas para doenças infecciosas reconhecidas como Influenza Aviária Altamente Patogênica.
O Ministro da Agricultura belga, Denis Ducarme, pediu exceção à OIE pelo fato de este surto de IA H3N1 estar se comportando como uma infecção por vírus de alta patogenicidade, tendo infectado mais de 60 granjas desde os primeiros casos, detectados no início de 2019, em Flandres Ocidental.
Nesse período, o vírus se espalhou por granjas de galinhas poedeiras, perus e até uma propriedade de avestruzes, além de uma granja produtora de frangos de corte. A informação foi divulgada no último dia 24/6, pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos).
Com a autorização, a Bélgica foi habilitada a implementar, oficialmente, medidas sanitárias adotadas para um surto de alta patogenicidade. A partir do encerramento do atual surto de IA H3N1, medidas puderam ser tomadas para desbloquear fazendas infectadas e fornecer compensação condicional aos produtores.
Os lotes sacrificados também puderam ser transportados sob condições controladas para eliminação. Os aviários infectados e os veículos que entram nessas fazendas foram obrigados a passar por ações de desinfecção.
As perdas econômicas diretas deste surto de IA H3N1 foram estimados em mais de € 10 milhões (~ US$ 11,2 milhões). Porém, segundo avaliação do USDA, as perdas não intencionais, relacionadas à confiança do consumidor no setor belga de aves, provavelmente serão muito mais significativas.
Sinais Clínicos
Influenza Aviária de Baixa Patogenicidade – Sinais respiratórios discretos, aerosaculites, diarréia, mortalidade baixa, ovos com má formação, involução ovariana e presença de hemorragia, queda de postura.
Influenza Aviária de Média Patogenicidade – Sinais respiratórios discretos, aerosaculites, diarréia, mortalidade baixa, ovos com má formação, peritonite por ruptura de ovário, inflamação renal com presença de uratos, queda de postura.
Influenza Aviária de Alta Patogenicidade – Depressão severa, inapetência, penas arrepiadas, edema facial com crista e barbela inchada e cianótica, canelas com lesões hemorrágicas, dificuldade respiratória com descarga nasal, severa queda de postura, prostração, diarréia, paralisia e morte, morte súbita sem presença dos sinais clínicos mortalidade de até 100% do aviário.
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