A comitiva brasileira que esteve na China entre os dias 10 e 20 de junho trouxe, entre outras conquistas, a garantia de que serão apresentados, até o final do mês de julho, o nome das empresas brasileiras que poderão ser habilitadas a exportar para aquele país. A informação foi divulgada pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), junto com o balanço da participação brasileira na 7ª Reunião dos Ministros da Agricultura dos Brics, ocorrida na cidade chinesa de Nanquim.
Segundo o Ministério, há 89 pedidos de habilitação e, após o trâmite de documentos, deverá ser enviada ao Brasil uma missão para vistoriar plantas frigoríficas. O Brics é um bloco comercial formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul e, segundo o ministro brasileiro, Blairo Maggi, a meta é aumentar de 7% para 10% a participação do Brasil no mercado mundial.
A estratégia brasileira foi defendida pelo presidente da Embrapa, Maurício Lopes, que compôs a comitiva brasileira. “As razões para se investir no comércio e na cooperação com a China são óbvias: em 2016 as nossas exportações de soja para o país renderam mais de 14 bilhões de dólares; mais de 80% das compras de frangos chinesas tem origem no Brasil e de carne bovina brasileira já representa 30%, com tendência de crescimento. O apetite chinês pelos produtos do agronegócio brasileiro só vai se ampliar, abrindo oportunidades para investimentos, cooperação científica, tecnológica e fortalecimento de laços que beneficiam o Brasil na geopolítica global”, argumentou.
Ao discursar na abertura da reunião, Blairo traçou um panorama da agropecuária brasileira, destacando a qualidade de produtos nacionais, o compromisso dos produtores com a sustentabilidade ambiental e a segurança alimentar mundial. Ele defendeu também a necessidade dos países do bloco intensificarem a cooperação entre si e terem maior protagonismo no comércio agrícola internacional.








































