Brasil domina crescimento do comércio global de frango, segundo novo relatório do Rabobank
Brasil domina crescimento do comércio global de frango, segundo novo relatório do Rabobank
O Rabobank acaba de divulgar a quinta edição do World Poultry Map, um estudo global sobre o comércio de carne de frango, conduzido por Nan-Dirk Mulder, estrategista global de proteína animal do banco. O relatório revela que os fluxos de exportação mudaram drasticamente desde 2018, impulsionados pelo crescimento mais lento do mercado, aumento das restrições comerciais e maior volatilidade nos preços.
Apesar desse cenário desafiador, o Brasil se consolidou como o grande vencedor no comércio global. Segundo o levantamento, o país capturou 90% do crescimento das exportações mundiais desde 2018, mantendo sua posição como maior exportador global, com 30% de participação no mercado internacional de carne de frango.
Comércio global de frango: crescimento desigual e novos líderes
O relatório aponta que o mercado global movimenta US$ 32,5 bilhões anualmente (chegando a US$ 48 bilhões quando considerada a comercialização dentro da União Europeia). No entanto, o crescimento das exportações foi modesto, avançando apenas 8% nos últimos cinco anos, enquanto a produção doméstica nos países importadores cresceu em ritmo mais acelerado.
As mudanças geopolíticas e sanitárias impactaram significativamente os fluxos de comércio:

Brasil amplia vantagem e se posiciona para crescer mais
A força do Brasil no comércio global não se deve apenas ao volume exportado, mas à sua capacidade de adaptação. Enquanto EUA e União Europeia viram suas exportações recuarem, o Brasil diversificou seus mercados e garantiu acesso a novos destinos estratégicos. Hoje, o país domina as exportações de frango inteiro para o Oriente Médio e lidera o mercado de carne escura (coxas, asas e pés) na Ásia.
O relatório do Rabobank aponta que, nos próximos cinco anos, o Brasil deve continuar ampliando sua participação global, especialmente com a crescente demanda de China, Rússia e países do Sudeste Asiático. A combinação de custos competitivos, produção eficiente e uma estratégia comercial agressiva posiciona o país para um novo ciclo de crescimento.
Com um mercado cada vez mais volátil e disputado, o relatório sugere que a capacidade de adaptação será fundamental para os exportadores globais. O Brasil, mais uma vez, sai na frente.
O estudo completo está disponível no site do Rabobank.
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