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Em comunicados oficiais a investidores, BRF e Marfrig informaram na noite desta quinta-feira (11/7), que foram encerradas as negociações de uma possível fusão entre as duas empresas. A possibilidade de fusão havia sido anunciada no final do mês de maio, quando especulou-se que a receita da nova companhia poderia chegar a R$80 bilhões.
“O encerramento das negociações foi motivado pelo fato de que as administrações de Marfrig e BRF S.A. não chegaram a um consenso em relação à governança da sociedade que resultaria de uma eventual implementação da Operação”, informa o comunicado da Mafrig.
“Apesar do término das tratativas para a combinação de seus negócios, o relacionamento comercial entre a Companhia e Marfrig permanecerá inalterado e não haverá quaisquer modificações nas práticas, condições e termos previstos em contratos por elas celebrados”, diz a nota enviada pela BRF.
Na ocasião do anúncio da possível fusão a BRF informou que as empresas iniciariam o levantamento de informações junto a seus assessores financeiros, legais, contábeis e outros, sobre “os efetivos benefícios econômicos” que poderiam advir da eventual transação, assim como qual a estrutura societária mais eficiente que poderia ser adotada.
A expectativa das empresas com a possível fusão era criar uma nova empresa que possibilitasse “reduzir a exposição aos riscos setoriais“, assim como “gerar sinergias, em virtude do equilíbrio e complementariedade de produtos, serviços e diversificação geográfica com relevância no Brasil, Estados Unidos, América Latina, Oriente Médio e Ásia“.
Em junho de 2013, a Marfrig vendeu a Seara, produtora de carne de frango no Brasil, à JBS, e em agosto de 2018 passou a Keystone, nos EUA, à Tysson Foods. Com isso, a empresa vem atuando apenas no mercado da carne bovina.
Já a força das operações da BRF S.A, que é fruto da fusão entre Sadia e Perdigão, está nos mercados das carnes de aves e suína.
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