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Começou a funcionar nesta terça-feira (15/9), o módulo de Certificação Sanitária de Granjas Avícolas da Plataforma de Defesa Sanitária Animal do Rio Grande do Sul (PDSA-RS). A certificação sanitária é exigência para trânsito de aves e ovos férteis no país, além de ser ponto de partida para a exportação de material genético.
Com a informatização dos processos estarão conectadas as 147 Inspetorias de Defesa Agropecuária do estado, médicos veterinários responsáveis técnicos dos 360 estabelecimentos gaúchos de genética avícola, entre granjas e incubatórios, os laboratórios credenciados que processam amostras do RS e o Ministério da Agricultura na emissão do certificado sanitário.


Taís Oltramari Barnasque é coordenadora do Programa Nacional de Sanidade Avícola na Superintendência Federal da Agricultura no RS
A coordenadora do Programa Nacional de Sanidade Avícola na Superintendência Federal da Agricultura no RS, Auditora Fiscal Federal Agropecuária (AFFA), Taís Oltramari Barnasque, foi quem representou a coordenação do projeto pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA). Já a Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural do RS (SEAPDR) foi representada na coordenação do Projeto pela Fiscal Estadual Agropecuária (FEA), Ananda Paula Kowalski.
Segundo a AFFA Taís Oltramari, as monitorias para emissão da certificação sanitária de núcleos são realizadas a cada 12 semanas, até o final da vida útil do lote e envolvem diversos materiais biológicos, bem como testes sorológicos e de identificação de salmonelas e micoplasmas. Ela explicou ainda que o software permitirá o acompanhamento de todo o processo em tempo real, garantindo agilidade, rastreabilidade e confiabilidade ao processo de certificação.
“O projeto foi planejado para o acompanhamento sanitário de planteis de linhagens leves e pesadas, de galinhas e perus. O material genético avícola concentra o maior investimento de recursos em uma cadeia produtiva, pois o produto na mesa do consumidor apresentará as características oriundas das matrizes, avós e linhas puras”, observa Taís Oltramari.
A ferramenta inédita foi desenvolvida pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), através de parceria público-privada envolvendo o Fundo de Desenvolvimento e Defesa Sanitária Animal (Fundesa-RS), que aportou os recursos; o MAPA e a SEAPDR.
A capacitação dos envolvidos no processo, anteriormente prevista para março desse ano em evento na serra gaúcha, foi adaptada ao modo remoto em razão da pandemia. Foram capacitados médicos veterinários das agroindústrias (responsáveis técnicos), laboratórios credenciados e médicos veterinários do serviço oficial estadual e federal.
“Superamos as dificuldades impostas pela pandemia, capacitando todos os envolvidos no processo e trazendo mais uma ferramenta que permite atender com rapidez o processo de certificação de granjas, além de apoiar a gestão da sanidade avícola em nosso estado”, explica Taís Oltramari. “E hoje é um marco porque é o início oficial do uso desse sistema”, observa.

José Eduardo dos Santos é presidente executivo da Asgav/Sipargs
Para o presidente executivo da Asgav, José Eduardo dos Santos, a operação “representa o uso da tecnologia a favor da agilidade dos processos, trazendo benefícios ao longo de toda a cadeia”.

Rogerio Kerber, presidente do Fundesa
O presidente do Fundesa-RS, Rogério Kerber, destaca que a Plataforma de Defesa Sanitária Animal terá ainda outras funcionalidades, como o módulo de gestão de estoques, biosseguridade e dados epidemiológicos de aves e suínos.
A captação de dados epidemiológicos, outro módulo da Plataforma, também foi destacada pela AFFA Taís Oltramari. “A análise de dados vacinais e a ocorrência de doenças, notificados pelos médicos veterinários que prestam assistência técnica aos plantéis, permitirá ao Serviço Veterinário Oficial a adoção de medidas de defesa sanitária de forma tempestiva, o que agrega robustez à vigilância epidemiológica”, destacou.

Professor Alencar Machado
Para o coordenador do projeto, professor da UFSM, Alencar Machado, o início da operação do módulo será desafiador. “Geralmente as plataformas começam a operar com poucas pessoas e o trabalho vai ganhando escala ao longo do tempo. Este já começa com 650 usuários habilitados, com potencial para chegar a cinco mil quando os demais módulos começarem a funcionar”, destaca. Os outros módulos já estão em fase de inclusão de dados e testes.
Fonte: Fundesa, Mapa e Asgav
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