
Ana Lígia Aranha Lenat é assessora técnica da Comissão Nacional de Aves e Suínos da CNA
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O Comitê Técnico formado pela CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil), ABPA (Associação Brasileira de Proteína Animal) e Mapa (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento) se reuniu no dia 13/11 para debater questões relacionadas à rastreabilidade de salmonela nas carcaças de aves para exportação de carne de frango.
Ana Lígia Aranha Lenat é assessora técnica da Comissão Nacional de Aves e Suínos da CNA
“Nosso foco é recuperar os mercados internacionais para a carne de frango brasileira, porque aumentando as exportações, aumenta a demanda e o produtor rural será beneficiado com melhores preços pagos ao seu produto”, explicou a assessora técnica da Comissão Nacional de Aves e Suínos da CNA, Ana Lígia Aranha Lenat.
Um dos principais mercados para a carne de frango brasileira, a União Europeia, tem uma legislação rigorosa sobre a presença de salmonela. Desta forma, governo e setor produtivo discutem a atualização de normas técnicas para continuar atendendo à demanda dos europeus.
Para a indústria, uma das dificuldades é o tempo necessário para ter um resultado das análises laboratoriais que pesquisam o tipo de salmonela presente na carne de frango quando o teste rápido é positivo. A análise é feita por laboratórios credenciados pela CGAL (Coordenação-Geral de Laboratórios Agropecuários) da SDA (Secretaria de Defesa Agropecuária) do Mapa.
Rui Vargas é Diretor Técnico da ABPA
“A indústria precisa de protocolos mais rápidos de diagnóstico. Estamos no caminho certo: os dois lados estão conversando para encontrar um meio de como fazer uma análise que garanta a qualidade do produto, com segurança e celeridade. Por isso a importância do diálogo”, destacou o diretor-técnico da ABPA, Rui Vargas.
Segundo o diretor substituto do Dipoa (Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal) do Mapa, Lucio Akio Kikuchi, o governo está aberto ao diálogo com a iniciativa privada. “Vamos ouvir todos os lados para chegarmos a um denominador comum e definirmos o que podemos fazer”.

Josinete Barros de Freitas, coordenadora de Gestão de Demandas Laboratoriais do Ministério da Agricultura
A coordenadora de Gestão de Demandas Laboratoriais do Ministério da Agricultura, Josinete Barros de Freitas, afirmou que caso seja identificada a presença de salmonela em uma amostra, é necessário esperar de sete a dez dias para os resultados das novas análises e somente depois, e se cumpridos os requisitos, o produto é liberado para exportação.
Rodrigo Nazareno, coordenador-geral de Laboratórios Agropecuários do Mapa, sinalizou que a demanda do setor por novos protocolos de sorotipificação da bactéria na carne de frango está avançando no órgão.
A salmonela é uma bactéria comum que faz parte da flora intestinal de seres humanos e de animais. Porém, alguns tipos específicos podem causar problemas sérios à saúde dos consumidores.
Entre os principais conselhos para prevenir a infecção por salmonela por estão: lavar as mãos; cozinhar os produtos e reaquecer as sobras antes de consumi-las; e não lavar as aves cruas antes de cozinhar pra não contaminar a área de preparo do alimento. Os órgãos de saúde pública também não recomenda a utilização de dietas cruas para animais de estimação.
Assessoria de Comunicação CNA/SENAR
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