“As cadeias produtivas de animais e milho apresentam grandes áreas de interseção e deveriam buscar objetivos que contemplem o crescimento conjunto de todos esses setores”, defendeu.
As cadeias produtivas de animais e milho deveriam buscar objetivos que contemplem o crescimento conjunto de todos esses setores. A ideia foi defendida pelo pesquisador da Embrapa Suínos e Aves, Gustavo Julio Mello Monteiro de Lima, em palestra realizada na manhã desta quarta-feira (21/3), durante o XVI Congresso de Ovos.
Gustavo falou sobre a “Evolução genética do milho e interferência na formulação de ração para poedeiras comerciais”. Segundo o pesquisador, o milho transformou-se em um ingrediente de qualidade menos variável.
“Levantamentos realizados na Embrapa Suínos e Aves demonstram que houve uma evolução nutricional do milho, através da redução na variabilidade da composição nutricional, embora o teor de óleo e aminoácidos tenha caído ao longo dos anos”, afirmou Gustavo.
As pesquisas apresentadas pelo engenheiro agrônomo, que é Ph.D em nutrição animal, também apontaram menor teor de micotoxinas no milho, o que facilita a formulação das dietas de poedeiras, frangos e suínos.
Segundo Gustavo, como as aves são os maiores clientes do milho, há necessidade de adequação de grãos, com qualidade necessária para manter ou aumentar a competitividade da produção desses animais.
“As cadeias produtivas de animais e milho apresentam grandes áreas de interseção e deveriam buscar objetivos que contemplem o crescimento conjunto de todos esses setores”, defendeu.
O pesquisador da Embrapa explicou que nos Estados Unidos, o setor de grãos com alto valor agregado cresceu muito, até o setor de produção de álcool demandar grande parte da produção e “determinar que quantidade fosse mais importante que qualidade”.
“O mesmo aconteceu no Brasil, que se transformou de grande importador na década de 90 em um dos maiores exportadores internacionais de milho”, salientou. “Essa busca por maior oferta de milho favoreceu ganhos tecnológicos voltados, predominantemente, para as características agronômicas, em vez de características nutricionais”, concluiu.
Direto de Ribeirão Preto
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