Santa Catarina conta com 42 mil toneladas de milho estocadas nos armazéns de Campos Novos, Quilombo, Chapecó, Mafra, Irineópolis, Itapiranga, Maracajá, Braço do Norte, Herval d´Oeste, Coronel Freitas, São Miguel do Oeste e Bom Jesus.
Como uma das medidas para enfrentar a falta de alimentos para os animais de produção devido à paralisação dos caminhoneiros, o estado de Santa Catarina terá acesso a 42 mil toneladas de milho para alimentação animal. Na noite da última segunda-feira (28/5), o Governo Federal autorizou a liberação dos estoques da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) para os criadores de aves e de suínos e para as indústrias de processamento de ração animal das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste do país.
O milho será disponibilizado pelo Programa de Vendas em Balcão e terá um custo de R$ 31,90 por saco para as agroindústrias e produtores catarinenses. Os armazéns da Conab estão localizados em locais estratégicos, chamados de corredores de abastecimento, e poderão atender a principal demanda do setor produtivo: insumos para fabricação de ração. O setor aguarda a publicação da Medida Provisória para dar andamento à ação.
Santa Catarina conta com 42 mil toneladas de milho estocadas nos armazéns de Campos Novos, Quilombo, Chapecó, Mafra, Irineópolis, Itapiranga, Maracajá, Braço do Norte, Herval d´Oeste, Coronel Freitas, São Miguel do Oeste e Bom Jesus.
O grão trará um novo fôlego para o setor agropecuário e poderá garantir pelo menos mais três dias de ração para os suínos e aves alojados. O secretário da Agricultura e da Pesca, Airton Spies, lembra que esta não será uma ração completa, já que faltam insumos para formulação.
“Não será uma ração ideal, porém é o milho que manterá a sobrevivência dos animais, evitando a inanição e o canibalismo”, destaca.
Há mais de uma semana sem o fornecimento de ração devido à paralisação dos caminhoneiros, os produtores já não tinham mais insumos para alimentar os animais nas granjas. Segundo Spies, a situação do agronegócio no Estado é dramática e todos os dias o Governo do Estado busca soluções pontuais para alimentar os animais e evitar que setor entre em colapso.
“A cada dia que passa, são alojados mais suínos e aves nas granjas. Os nascimentos continuam acontecendo e os abates praticamente pararam. Hoje temos 15% a mais de animais nas granjas. Nós temos o desafio de acabar com a greve e voltar a normalidade porque a situação está insustentável”.
Grãos em Imbituba
As negociações do Governo do Estado liberaram ainda 10 mil toneladas de milho que estavam armazenadas no Porto de Imbituba. Nesta terça-feira (29/5), sete caminhões foram escoltados levando 10 mil toneladas em direção à Região Sul.
“Esse milho virá em boa hora, no Sul do Estado tínhamos a situação mais crítica e nós conseguimos evitar o sacrifício de milhares de animais que estavam sem comida”, afirma Airton Spies.
Alimentação Animal
A alimentação dos suínos e aves é uma das prioridades do Governo do Estado e a passagem de cargas tem sido negociada com o movimento grevista. Em muitos casos os caminhões que transportam ração são escoltados pela Polícia Militar até as propriedades rurais.
“Nosso objetivo é que em Santa Catarina nenhum animal morra de fome. Nossa missão é não descartar animais por falta de alimento. Até aqui tivemos êxito, com expectativa de que a greve acabe logo”, ressalta Spies.
Comitê Integrado de Crise
A Secretaria da Agricultura é um dos órgãos presentes no Comitê Integrado de Crise do Governo do Estado. O grupo está concentrado no Centro Integrado de Gerenciamento de Riscos e Desastres (Cigerd), em Florianópolis, e trabalha coordenando as ações para manter o funcionamento dos serviços básicos no Estado.
Com informações da Assessoria de Imprensa da Secretaria de Estado da Agricultura e da Pesca
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