A nova estratégia do governo Donald Trump para conter a influenza aviária nos EUA (Estados Unidos da América) deixará de lado a política de depopulação de rebanhos infectados.
Segundo informação divulgada pelo Farm Policy News, o governo norte-americano deverá apostar em medidas como biossegurança e medicamentos. As informações foram retiradas em declarações de Kevin Hassett, diretor do National Economic Council, durante entrevista ao programa Face the Nation da CBS.
Segundo Hassett, o plano vem sendo desenvolvido em conjunto com a Secretária de Agricultura Brooke Rollins e especialistas do setor. Atualmente, o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) exige a depopulação de rebanhos infectados para conter a disseminação do vírus, reduzindo a quantidade de material infeccioso e eliminando o potencial adicional de transmissão da Influenza Aviária.
Hassett criticou a abordagem do governo Biden, alegando que a estratégia anterior baseava-se apenas no abate de aves dentro de um perímetro de infecção.
Em meio a essa mudança de abordagem, o USDA concedeu aprovação condicional para a Zoetis utilizar sua vacina contra a gripe aviária em aves. De acordo com a Reuters, a decisão foi baseada na segurança e na expectativa razoável de eficácia da vacina.
Essa licença condicional é utilizada para emergências e tem duração limitada. O USDA também anunciou a reconstrução de um estoque de vacinas para aves, adaptadas à cepa do vírus que circula atualmente em rebanhos comerciais e aves selvagens.
Além disso, a empresa Moderna também avança no desenvolvimento de uma vacina contra a gripe aviária para humanos. Segundo a Reuters, a empresa recebeu aproximadamente US$ 766 milhões do governo norte-americano para dar continuidade à pesquisa. A vacina experimental, mRNA-1018, está em fase de testes intermediários e deve avançar para estágios mais avançados em breve.
O Farm Policy News também destacou que a United Egg Producers e a National Turkey Federation enviaram uma carta à Secretária de Agricultura manifestando apoio ao uso de vacinas para conter a doença. No documento, as entidades enfatizam a necessidade de uma estratégia de vigilância baseada na ciência para distinguir animais infectados de animais vacinados.
Entretanto, o uso da vacina levanta preocupações entre parlamentares do Congressional Chicken Caucus, que alertaram para o risco de impacto negativo sobre as exportações de aves dos EUA. A principal preocupação é que muitos parceiros comerciais do país não reconhecem como “livres de HPAI” os países que adotam a vacinação, podendo restringir as importações de produtos avícolas norte-americanos.
Os exportadores de frango dos EUA vendem cerca de 15% de sua produção para o exterior, movimentando aproximadamente US$ 5 bilhões anualmente. Dessa forma, o impacto econômico da vacinação é um fator-chave na definição da estratégia do governo para lidar com a gripe aviária.
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