A manhã de abertura do II Seminário Hy-Line White para América Latina reuniu mais de 300 atores da avicultura de postura brasileira e latino-americana, para uma discussão direta sobre produtividade, desempenho genético e o papel decisivo do manejo.
No palco, Gustavo Wassermann, Gerente Comercial Global, e Vitor Arantes, Gerente Global de Serviços Técnicos e Produto da Hy-Line International, mostraram como a liderança global da empresa se constrói a partir de investimento contínuo em inovação e compromisso com os resultados reais no campo.
Wassermann abriu a programação com uma fala que conectou a história da empresa — iniciada nos anos 1920 — com o momento atual de forte presença internacional e responsabilidade no abastecimento de ovos férteis e pintainhos em mais de 100 países.
“Ano bom, ano ruim, a gente continua investindo”, salientou. “Esse é o tipo de empresa que queremos ser, de longo prazo”, completou Wassermann.
Ele lembrou que a Hy-Line é hoje a líder mundial em genética de postura, com a maior participação de mercado global no segmento, e que o trabalho de melhoramento é apoiado por ferramentas genômicas, seleção por DNA e grandes volumes de dados zootécnicos coletados globalmente.
O executivo também destacou o papel da América Latina no cenário global e elogiou a resposta rápida do Brasil ao foco de Influenza Aviária, considerando isso um exemplo claro de como biosseguridade e organização sanitária são fundamentais para manter mercados abertos e garantir confiança internacional.
“A assistência técnica alimenta nosso programa genético. Os dados do campo voltam para o nosso time de pesquisa. É assim que evoluímos”, reforçou.
A sequência da manhã manteve o tom de alto nível com a apresentação de Vitor Arantes, que trouxe à tona uma pergunta direta: se a genética é a mesma, por que os resultados variam tanto entre as granjas?
Segundo ele, a resposta, embasada em dados coletados pela Hy-Line em diversos países da América Latina, é que o gargalo está no campo. Vitor destacou que o que separa os melhores dos piores lotes é o ambiente, o manejo e a capacidade de ajustar decisões técnicas com base em informação.
“A genética já entrega o potencial”, destacou. “O nosso trabalho é ajudar o cliente a alcançar esse teto, e isso depende de muitos fatores além da ave”, completou.
Nos levantamentos apresentados, a equipe da Hy-Line identificou diferenças de até 40 ovos por ave entre os melhores e piores lotes da mesma linhagem, em diferentes países da América Latina. “É muita coisa. A genética é a mesma. O que muda é o ambiente”, reforçou Vitor.
Ele apresentou ainda dados comparativos e gráficos que evidenciam o impacto do desvio padrão como indicador de oportunidades de melhoria, defendendo que a assistência técnica da empresa atue de forma preventiva, e não apenas corretiva.
“Não estamos aqui só para resolver problema”, disse. “Queremos antecipar soluções”, reforçou.
A combinação das duas palestras reforçou a proposta da Hy-Line de entregar ciência genética de ponta, sem perder de vista a prática de granja — onde o resultado realmente acontece.
“Para a Hy-Line do Brasil, sediar este evento é uma grande honra. Reunir tantos produtores e especialistas da América Latina num mesmo espaço, trocando experiências e discutindo caminhos para evoluir, fortalece toda a cadeia. Mais do que uma vitrine de conhecimento, é uma oportunidade concreta de gerar negócios e abrir novas janelas, como o mercado de exportação, que queremos desenvolver com mais força no Brasil”, concluiu Marcelo Barbosa, Gerente Geral da Hy-Line Brasil.
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