Malásia
Após sete focos de Influenza Aviária H5N1 reportados na ilha de Bornéu, na Malásia oriental, o mesmo vírus foi reportado num distrito da província de Kampong Cham, terceira maior cidade do Camboja, situada na região leste do país. As localidades onde o vírus foi reportado são separadas pelo mar da China Meridional, o que abre a hipótese do deslocamento do vírus via aves migratórias, apesar de não haver confirmação, pela OIE (Organização Mundial de Saúde Animal), da fonte dos focos ou origem da infecção.
O caso reportado no Camboja atingiu 378 aves de fundo de quintal, das quais 318 morreram por conta da doença e outras 60 foram submetidas ao abate sanitário. A ocorrência teve início em 20/8 e foi confirmada através de provas laboratoriais realizadas pelo Instituto Pasteur do Camboja em 23/8.
O foco foi informado à OIE em 31/8, pelo Diretor Geral do Ministério da Agricultura do Camboja, Dr Sen Sovann. A última aparição da doença no país se deu em 24/3/18.
Malásia
O Departamento de Serviços Veterinários de Sabá, estado onde localizam-se os distritos onde foram reportados os focos de Influenza Aviária H5N1 na Malásia, recebeu o primeiro informe de alta mortalidade em 27 de julho de 2018. Segundo o informe, 3 mil aves, de um lote de 28 mil poedeiras, haviam morrido.
No mesmo dia o órgão realizou a pesquisa e a coleta de amostras no aviário localizado em Kampung Kauluan. O transporte de animais e produtos de animais também foi interrompido de imediato. Após a confirmação da presença do vírus da Influenza Aviária Altamente Patógena H5N1 por testes laboratoriais, as outras 25 mil aves foram submetidas ao abate sanitário e as carcaças foram eliminadas dentro dos padrões oficiais.
Outros três informes foram enviados à OIE em 18/8, 25/8 e 2/9, comunicando mais seis focos de Influenza Aviária, todos iniciados em 3/8. As novas ocorrências atingiram outras 2.415 aves, entre galinhas caipiras e patos. Segundo a OIE, trata-se da primeira aparição da IAAP no Estado de Sabá.
Quer saber mais sobre a Influenza Aviária? Acesse o artigo escrito pelos especialistas Eduardo Lucio, Francisco Rojo e Rafael Fernandez.
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