A inteligência artificial deixou de ser uma promessa para o futuro. Ela já opera dentro da cadeia produtiva, conectada a sistemas de gestão, sensores e até ao WhatsApp.
O alerta foi feito por Edgard Trevisan, CEO da Edata Tecnologia, durante sua palestra no 11º Encontro Avícola e Empresarial Unifrango. Segundo ele, os agentes autônomos estão prontos para atuar como assistentes virtuais com “capacidades sobre-humanas”, executando tarefas que antes exigiam tempo, interpretação técnica e ação humana.
“Criamos agentes que conversam com o produtor, acessam o banco de dados da empresa e tomam decisões operacionais, comerciais e de suporte com base em informações reais, em tempo real. Tudo isso dentro do WhatsApp, sem precisar instalar nenhum novo software”, explicou. “É como ter um funcionário 24 horas por dia, que entende o contexto do negócio.”
O diferencial, segundo Trevisan, é que esses sistemas não apenas interagem, mas manipulam dados e ferramentas com autonomia. Em um dos exemplos apresentados, o agente comercial identificou o usuário pelo número, acessou o ERP, checou o preço mínimo e autorizou a alteração de valores de venda, mantendo rastreabilidade.
“Ele não é um chatbot genérico. Está treinado com a documentação interna da empresa e responde conforme as políticas definidas.”
Além dos assistentes comerciais, a empresa desenvolveu agentes voltados a compliance, workflows e análise de dados. Há também aplicações em visão computacional, capazes de analisar fezes de aves por imagem ou identificar desvios de carcaça em tempo real na linha de produção. “Os modelos de Insteligência Artificial substituem BI estático. Conseguem correlacionar centenas de variáveis simultaneamente — algo inviável para qualquer equipe humana.”
Trevisan defendeu que a IA aplicada ao agro brasileiro é uma questão de competitividade, não de modismo. “Quem estiver esperando um manual pronto vai ficar para trás. A Inteligência Artificial é como a eletricidade: invisível, indispensável e cada vez mais presente em tudo.”
A participação da Edata reforçou a proposta do Encontro promovido pela Unifrango: alinhar conhecimento técnico, inovação e estratégias de futuro em um ambiente de tomada de decisão.
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