Segundo o levantamento divulgado pela Reuters, as vendas já alcançaram 1,29% da produção total projetada até o fim de julho. Na média histórica dos últimos cinco anos, a comercialização começaria em meados de dezembro.

Os agricultores de Mato Grosso, maior estado produtor de soja no Brasil, já iniciaram a comercialização da oleaginosa da safra 2021/22, que será plantada somente em setembro do ano que vem. As informações foram divulgadas pelo Imea (Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária) na última segunda-feira (10/8).
Segundo o levantamento divulgado pela Reuters, as vendas já alcançaram 1,29% da produção total projetada até o fim de julho. Na média histórica dos últimos cinco anos, a comercialização começaria em meados de dezembro.

O alto nível de capitalização dos produtores, aliado à valorização do dólar ante o real, melhorou o poder de compra do agricultor, fazendo com que travassem as primeiras vendas de soja paralelas às aquisições iniciais de insumos para 2021/22, como fertilizantes.
Para a safra 2020/21, que será semeada a partir de setembro deste ano, as vendas da soja de Mato Grosso avançaram para 50,54% do total projetado, ante 23,54% registrado na média histórica para o período, disse o Imea. Na mesma toada, a comercialização de milho 2020/21 do estado atingiu 45,88% do projetado, também muito à frente da média histórica para o período, de 14,22%.
Já o cereal da safra 2019/20, cuja colheita já foi praticamente finalizada, tem vendas de 90,45% do total estimado, versus 80,42% na média.
As perspectivas de alta nos custos de produção são uma preocupação que tem permeado os debates de todo o setor avícola brasileiro. Segundo os analistas, apesar das boas safras nacional e internacional do milho e do custo competitivo em dólares, há a preocupação com a alta do dólar no Brasil, o alto volume de exportações e as vendas antecipadas.
Enquanto isso, a comercialização de algodão 2020/21 alcançou 36,39% do total projetado, abaixo da média história que sinaliza 40,06%, no momento em que uma parcela dos produtores da pluma tende a migrar para o milho safrinha, após prejuízos deixados pela pandemia do novo coronavírus.
Já na safra 2019/20, a comercialização de algodão chegou a 79,63% do total projetado, em linha com a média histórica para o período, acrescentou o Imea.
Fonte: Reuters
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