Este serviço é importante, pois garante a segurança alimentar da população, a abertura de mercados externos, o crescimento do agronegócio e, consequentemente, o desenvolvimento da economia brasileira
Dos mais de 2,7 mil auditores fiscais federais agropecuários (Affas), cerca de 1,5 mil são médicos veterinários. Estes profissionais são responsáveis, entre outras atividades, pela fiscalização e auditoria de todos os processos relacionados à fabricação de alimentos de origem animal, desde a fabricação de insumos para a pecuária, como as vacinas usadas em animais criadas para abate, até o produto final destinado ao consumo, como lacticínios, ovos, mel e carnes.
Este serviço é importante, pois garante a segurança alimentar da população, a abertura de mercados externos, o crescimento do agronegócio e, consequentemente, o desenvolvimento da economia brasileira
Simplicio Alves Lima atua como Affa há 43 anos
O médico veterinário Simplício Alves de Lima, que atua como Affa há 43 anos, conta que, para ele, exercer uma atividade profissional que impacta a vida dos brasileiros de maneira tão positiva é uma honra. “O Brasil é o maior exportador de carne bovina e aviária do mundo, e quarto em exportação de suínos. Saber que o nosso trabalho de auditoria colabora para a conquista desses resultados é muito gratificante”, conta.
Estes auditores atuam nas fronteiras, nos campos, nos laboratórios, nas agroindústrias, no governo e até mesmo em países estrangeiros, onde operam como representantes do agronegócio brasileiro. “Por conta da sua formação, o médico veterinário é capaz de atuar em todas as fases de produção, processamento, e até mesmo comercialização de produtos de origem animal “, explica o diretor de política profissional do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais Federais Agropecuários (Anffa Sindical), Antônio Andrade.
Nos portos, aeroportos e fronteiras, os profissionais são responsáveis por analisar a entrada e a saída de animais destinados à criação e produtos de origem animal voltados para consumo, como queijos, presuntos e derivados de ovo, por exemplo. Essa atuação previne a entrada de doenças e pragas que podem prejudicar a saúde dos animais e da população.
Nos campos, o trabalho dos veterinários é voltado para a prevenção, o controle e a erradicação de possíveis doenças e anomalias, por meio de monitoramento de rebanhos que são criados para o abate, inspeção de material de multiplicação animal (como sêmen, embriões e ovos férteis) e registro de raças e genealogia.
Os médicos veterinários também são responsáveis pela fiscalização de abatedouros; frigoríficos; indústrias de pescado, laticínios, ovos e mel; empresas de classificação e padronização animal; produtoras de embriões e sêmen e distribuidoras de insumos e produtos pecuários, o que assegura que os padrões e as normas de qualidade exigidos pelo Mapa sejam seguidos durante todo o processo de fabricação e comercialização dos produtos.
Nos laboratórios, as análises investigam possíveis diagnósticos de doenças animais, como a febre aftosa e a gripe aviária, que, graças à atuação dos Affas estão erradicadas no nosso País, mas que, se contraídas pelos rebanhos brasileiros, podem prejudicar gravemente a exportação de carne para outros países. “Uma vez que essas doenças sejam contraídas e os órgãos responsáveis notificados, o Brasil poderia ser retirado das listas de exportação em pouquíssimo tempo. Isso geraria um prejuízo enorme à nossa economia“, conta Simplício.
As análises laboratoriais realizadas pelos profissionais também são responsáveis pela classificação e o controle de qualidade dos produtos alimentícios, medicamentos veterinários, vacinas, além da análise de resíduos biológicos que podem indicar anomalias nos animais fiscalizados, tais como hormônios e antibióticos.
Além do trabalho realizado no Brasil, os veterinários também atuam junto a outros auditores fiscais agropecuários (engenheiros agrônomos, farmacêuticos, químicos e zootecnistas) em prol do desenvolvimento do agronegócio brasileiro. Os Affa’s operam como adidos agrícolas em oito capitais ao redor do mundo Buenos Aires (Argentina), Washington (Estados Unidos), Bruxelas (União Europeia), Pequim (China), Moscou (Rússia), Pretória (África do Sul), Genebra (sede da Organização Mundial do Comércio) e Tóquio (Japão), divulgando os produtos do agronegócio nacional e identificando políticas agrícolas.
Assessoria de Imprensa do Anffa Sindical (Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais Federais Agropecuários)
Assine agora a melhor revista técnica sobre avicultura
AUTORES

Importância da doença de Marek e Leucose Linfóide na avicultura familiar e caipira – Parte II

O impacto das síndromes respiratórias na qualidade do frango
Jovanir Inês Müller Fernandes
Programação dos painéis de resfriamento evaporativo

Com R$ 80 milhões de investimento em P&D, Agroceres Multimix lança agCare e mostra a engrenagem por trás das especialidades para aves

HPDDG: ingrediente que nasceu na “energia” e está conquistando espaço na avicultura

Mão de obra, o pesadelo atual dos incubatórios!
Adriano Bailos
Novos compostos e sinergismo podem contribuir para o controle de Salmonella Heidelberg e S. Minnesota
M.V. M.Sc. Dino Garcez – Consultor Técnico/DGbioss
Pontos de controle importantes para a qualidade de pintinhos correlacionados à temperatura
Renata Steffen
Cobb-Vantress completa 10 anos de compartimentação de plantéis avícolas com validação de seis países da América Latina
Cobb
Revestimentos de resíduo de açaí na conservação de ovos

NestSound™: A inovadora tecnologia de monitoramento de som da Petersime para melhorar o bem-estar dos pintinhos

Crina® Poultry Plus, uma ferramenta para a saúde avícola com efeitos no desempenho produtivo e na saúde intestinal.

Modulação Precoce e Integrada da Saúde Intestinal de Aves: Soluções Biochem
Equipe Técnica Biochem
Persistência das fêmeas no pós-pico: Manejo da fertilidade e da produção
Equipe Técnica Aviagen
Condenações em abatedouros: Artrite, pododermatite e ascite em frangos de corte
Brunna Garcia
Sucessão e Biosseguridade: O “Novo Normal” da Postura foi Pauta no LPN Congress 2025