O presidente da APPEP, Enrique Lampert, disse que este ano o setor avícola se encontra em pleno crescimento, apesar dos inconvenientes que existem com a entrada de produtos de contrabando no país.
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A Associação Paraguaia de Produtores e Exportadores de Frango (APPEP) realizou o IV Seminário Avícola dirigido à produção de carne de frango e ovos. O evento aconteceu em 12 de outubro no salão Enrique Riera, da Associação Rural do Paraguai (ARP).
O IV Seminário Avícola focou o fortalecimento da produção de carne de frango e ovos, instando a utilização de novas tecnologias para alcançar a eficiência do setor, que cresce, agrega valor e, além disso, é fonte de emprego para milhares de paraguaios.
Entre os tópicos abordados durante o IV Seminário Avícola se destacaram; o uso racional de antibióticos, o uso e reciclagem da cama em frangos de corte, a utilização de óleos essenciais e o controle ambiental em poedeiras comerciais.
O presidente da APPEP, Enrique Lampert, disse que este ano o setor avícola se encontra em pleno crescimento, apesar dos inconvenientes que existem com a entrada de produtos de contrabando no país.
Para Enrique Lampert “A intenção de se voltar ao mercado exterior, antes que ao interno, surge como uma necessidade ante a saturação do mercado nacional”.
Além disso, disse que com as novas tecnologias que foram apresentadas ao longo do seminário, pode-se otimizar a produção de frangos. “A produção que temos nas granjas é de excelente nível, porém, o mercado está evoluindo e temos que nos adaptar às exigências”.
O representante da APPEP lembrou que a exportação de carne de frango demonstrou ser dinâmica nos últimos anos. Enquanto em 2015 não se exportou quase nada, no ano seguinte, se cresceu nove vezes. Este ano, até agosto, se exportou maior volume e se gerou maior quantidade de divisas que em todo 2016.
Mesmo assim, acrescentou Lampert, este crescimento se deveu principalmente à abertura de novos mercados. Há dois anos havia apenas cinco mercados para a carne de aves. Hoje se chega aos 11 e se projeta fechar o ano com 15 mercados. Logo, acrescentou, é preciso resolver, em nível local, o contrabando, cujo prejuízo ao setor é de US$30 milhões anuais. –Última Hora.
De acordo com o Serviço Nacional de Qualidade e Sanidade Animal (Senacsa), a produção paraguaia de carne de frango cresceu sustentadamente graças ao investimento em novos galpões e em tecnologia. De janeiro a agosto de 2017, a produção de frangos cresceu 9%, comparado com o mesmo período do ano passado.
O líder da APPEP destacou que, no total, há 231 granjas habilitadas pelo Senacsa, 171 para a produção de frangos de corte e 46 para ovos. Entretanto, o consumo interno é estimado entre 23 e 24 kg/ habitante ano. “Cerca de 25% desse consumo provém do contrabando, sem gerar nenhum tipo de imposto, nem criar postos de trabalho”.
Nesta linha, o presidente da Associação Paraguaia de Produtores e Exportadores de Frango (APPEP), destacou que o contrabando tem um triplo efeito negativo: por um lado reduz as vendas internas, afetando negativamente a geração de fontes de trabalho em toda a cadeia produtiva, a viabilidade econômica do setor e, logicamente, a cobrança de impostos por parte do governo. – Economía Virtual.
“O segundo efeito negativo é a possibilidade de introduzir organismos patógenos que possam afetar o status sanitário do país, já que não existe nenhum controle sanitário dos animais que entram de contrabando. O terceiro efeito negativo é à saúde do consumidor, porque não há controle de qualidade por parte de autoridades e, usualmente, se interrompe a cadeia de frio”, afirmou o presidente da APPEP.
Por tudo isso, Enrique Lampert afirmou que as autoridades paraguaias devem melhorar o control, especialmente nas zonas fronteriças do Paraguai com o Brasil.
A produção de carne de frango paraguaia está principalmente voltada ao mercado interno. No entanto, as exportações estão começando a adquirir importância e o mercado internacional é uma excelente possibilidade para impulsionar e desenvolver este produto avícola.
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