Temperatura da cama
Durante palestra técnica realizada nesta quinta-feira (24/07) no 11º Encontro Avícola e Empresarial Unifrango, em Maringá (PR), o médico-veterinário Rodrigo Tedesco, da equipe técnica da Aviagen, afirmou que a secagem da lenha utilizada nos aquecedores, de forma prévia, pode reduzir em até 60% os gastos com energia térmica nos aviários.
A informação, pouco difundida segundo ele, mas com forte impacto sobre os custos de produção, baseia-se em um estudo conduzido nos Estados Unidos, citado por Tedesco, que demonstrou o ganho calórico de madeiras estocadas por ao menos quatro meses após o corte.
O alerta sobre a secagem da lenha veio acompanhado de uma série de recomendações para o manejo térmico e a ambiência nas granjas, com foco especial no impacto que falhas nesse processo têm sobre o desempenho produtivo das aves e a rentabilidade do sistema.
“Um metro cúbico de lenha seca equivale a 2,05 metros cúbicos de lenha verde”, salientou Tedesco. “Isso mostra que, em termos de quilocalorias por quilo de lenha, a diferença é brutal”, completou.
Segundo o especialista, o problema está longe de ser isolado. “A hora de se preocupar com a lenha é no verão, não no inverno. No inverno, o que se faz é gastar”, disse, ao defender que o armazenamento e o planejamento devem integrar a rotina técnica da propriedade. O tema foi abordado dentro do contexto da ambiência, ao lado de temas como ventilação mínima, temperatura de cama, vedação e set-up dos equipamentos.
Temperatura da cama
Tedesco enfatizou que o controle da temperatura da cama tem efeito direto sobre a temperatura corporal das aves, sendo mais relevante do que a leitura dos sensores de ambiente. “Se a cama estiver a 28, 30 graus, eu controlo a perda de calor da ave. Isso garante consumo de ração, consumo de água e desempenho”, explicou.
Estudos apresentados mostraram perdas significativas de peso e aumento de mortalidade quando a cama está abaixo da faixa ideal, especialmente nos primeiros dez dias de vida do lote . A palestra reforçou a importância da ambiência como fator estratégico para a eficiência produtiva.
Ao conectar variáveis físicas com o comportamento animal, Rodrigo Tedesco ofereceu um panorama técnico direto, com exemplos práticos observados no campo. O conteúdo apresentado dialoga com a proposta central do Encontro Unifrango, que é alinhar conhecimento técnico à tomada de decisão nos diferentes elos da cadeia produtiva.
Assine agora a melhor revista técnica sobre avicultura
AUTORES

Importância da doença de Marek e Leucose Linfóide na avicultura familiar e caipira – Parte II

O impacto das síndromes respiratórias na qualidade do frango
Jovanir Inês Müller Fernandes
Programação dos painéis de resfriamento evaporativo

Com R$ 80 milhões de investimento em P&D, Agroceres Multimix lança agCare e mostra a engrenagem por trás das especialidades para aves

HPDDG: ingrediente que nasceu na “energia” e está conquistando espaço na avicultura

Mão de obra, o pesadelo atual dos incubatórios!
Adriano Bailos
Novos compostos e sinergismo podem contribuir para o controle de Salmonella Heidelberg e S. Minnesota
M.V. M.Sc. Dino Garcez – Consultor Técnico/DGbioss
Pontos de controle importantes para a qualidade de pintinhos correlacionados à temperatura
Renata Steffen
Cobb-Vantress completa 10 anos de compartimentação de plantéis avícolas com validação de seis países da América Latina
Cobb
Revestimentos de resíduo de açaí na conservação de ovos

NestSound™: A inovadora tecnologia de monitoramento de som da Petersime para melhorar o bem-estar dos pintinhos

Crina® Poultry Plus, uma ferramenta para a saúde avícola com efeitos no desempenho produtivo e na saúde intestinal.

Modulação Precoce e Integrada da Saúde Intestinal de Aves: Soluções Biochem
Equipe Técnica Biochem
Persistência das fêmeas no pós-pico: Manejo da fertilidade e da produção
Equipe Técnica Aviagen
Condenações em abatedouros: Artrite, pododermatite e ascite em frangos de corte
Brunna Garcia
Sucessão e Biosseguridade: O “Novo Normal” da Postura foi Pauta no LPN Congress 2025