O presidente da ANA qualificou como “irresponsáveis as medidas do Governo; porque isso significa que dificilmente seja viável fazer avicultura no país, já que o aumento da energia aumentará os custos de produção para os avicultores”.
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O Presidente da Associação Nacional de Avicultores (ANA) da Bolívia, Ricardo Alandia, declarou que as medidas adotadas pelo governo boliviano com o aumento da energia elétrica são inconsequentes, prejudicando o setor avícola devido ao encarecimento dos custos de produção.
O presidente da ANA qualificou como “irresponsáveis as medidas do Governo; porque isso significa que dificilmente seja viável fazer avicultura no país, já que o aumento da energia aumentará os custos de produção para os avicultores”.
Esclarecendo a situação, Ricardo Alandia informou que há alguns dias o governo anunciou um reajuste tarifário a partir da faturação do mês de maio. Com a medida, os usuários que gastem mais de 500 e 1.000 kilowatt hora ao mês (kwh/mês) sofrerão um aumento entre 2,3% e 11% e assim por diante. Além disso, explicou que o referido aumento da tarifa elétrica significará um custo adicional de 2,5 milhões de bolivianos (Bs – sigla da moeda local) ao ano para o setor avícola nacional e, somente em Santa Cruz, Bs1,8 milhão.
Ele também esclareceu que na Bolívia existem 2.500 granjas avícolas e todas, incluindo as incubadoras, gastam mais de 1.000 kilowatts por hora. Portanto, todas serão afetadas pelo reajuste na factura de energia, medida que vai contra a atividade produtora de alimentos do setor, ainda mais durante um ano de crise.
Já em relação ao aumento salarial de 5,5% para o salário básico e de 3% ao salário mínimo nacional, o líder da ANA explicou que, considerando que a avicultura gera 60.000 empregos diretos em nível nacional, significa uma soma de Bs45 milhões ao ano.– Notiboliviarural.
Para reafirmar a posição dos avicultores, Ricardo Alandia precisou que “o reajuste da tarifa elétrica e o aumento salarial somam Bs47,5 milhões ao ano a mais nos custos do setor avícola nacional ”.
O diretor da ANA afirmou ainda que as medidas anteriormente citadas, adotadas pelo governo, vão em detrimento do produtor, ainda mais considerando a queda de preços do quilo de frango ao produtor.
Nesse ponto, Ricardo Alandia explicou que atualmente estão sendo pagos ao produtor, Bs7,50 pelo quilo de frango, o que significa uma perda de Bs2 por quilo. Os preços do milho e sorgo são cotizados em Bs56 e Bs44, respectivamente.
Além disso, segundo o Notiboliviarural, o setor avícola boliviano trabalha o ano todo com energia elétrica, já que para criar frangos de corte as luzes das granjas ficam acesas toda a noite. No caso das incubadoras, também necessitam que os equipamentos elétricos utilizem energia o tempo todo.
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