A forma virulenta da Doença de Newcastle é de preocupação internacional e faz parte da lista A da OIE, assim como as infecções com cepas de baixa virulência, que são tratadas diferentes em cada país.
Entre os dias 24 e 26 de maio, foram confirmados mais 5 casos da Doença de Newcastle virulenta em aves de quintal no Condado de San Bernardino, na Califórnia (EUA). Os casos foram testados no California Animal Health & Food Safety Laboratory System (CAHFS) e confirmados pelo APHIS National Veterinary Services Laboratories em Ames, Iowa.
Uma primeira ocorrência havia sido notificada em 17 de maio pelo Serviço de Inspeção de Saúde Animal e Vegetal (APHIS) do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). A Doença de Newcastle virulenta não é encontrada em aves comerciais nos Estados Unidos desde 2003.
Segundo nota do APHIS, a entidade está trabalhando em estreita colaboração com o Departamento de Alimentos e Agricultura da Califórnia para responder aos casos e conduzir uma investigação epidemiológica. Parceiros federais e estaduais também estão realizando vigilância e testes adicionais na área.
A forma virulenta da Doença de Newcastle é de preocupação internacional e faz parte da lista A da OIE, assim como as infecções com cepas de baixa virulência, que são tratadas diferentes em cada país.
A Doença de Newcastle virulenta é uma enfermidade que afeta os sistemas respiratório, nervoso e digestivo das aves, sendo contagiosa e fatal para esses animais. Algumas aves podem chegar a morrem sem apresentar sinais clínicos, porém não há registros de casos humanos da Doença Newcastle por ingestão de produtos avícolas.
Assim como no caso da Salmonella, os produtos avícolas devidamente cozidos são seguros para o consumo humano. Em casos muito raros, as pessoas que trabalham diretamente com aves doentes podem ser infectadas e, ainda assim, os sintomas geralmente são muito leves e limitados à conjuntivite.
Para os trabalhadores da avicultura, a infecção é facilmente evitada com o uso de equipamento de proteção pessoal padrão. Já para as próprias aves, os programas variam de país para país, desde aqueles em que não se permite vacinação e todas as possíveis introduções da Doença de Newcastle são erradicadas a até aqueles em que se usam ambas as cepas vivas lentogênicas e mesogênica, assim como também vacinas inativadas para prevenir a doença proveniente de cepas de campo.
O APHIS informa que todos os proprietários de aves devem relatar a ocorrência de aves doentes, ou mortes incomuns de aves a oficiais estaduais / federais. No Brasil, a Doença de Newcastle é de notificação obrigatória.
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