
O uso de produtos antimicrobianos, entre eles os antibióticos, abrange toda a cadeia de produção animal e é tema recorrente de discussões científicas, econômicas e políticas. O aumento da população e da consequente necessidade de aumento da oferta de alimentos de origem animal determinam a necessidade de melhoria contínua na produção, sempre com mais qualidade e menor custos.
Nesse campo, a utilização de antimicrobianos tem sido aliada da produção animal, contribuindo para o aumento da produtividade ao tratar animais enfermos, controlar a disseminação de doenças e prevenir a contaminação de animais saudáveis, entre outros tópicos. Apesar da comprovada eficácia dessa classe de medicamentos para a produção de alimentos de origem animal, a necessidade de esclarecimentos adicionais sobre sua administração traz preocupação sobre resistência bacteriana e o surgimento de novas doenças.
A indústria está atenta e, mais do que isso, empenhada em contribuir para essa discussão, seja em termos de esclarecimento à sociedade seja na motivação do uso responsável e racional de antimicrobianos. Esse compromisso, levou o Sindan (Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Saúde Animal), Alanac (Associação dos Laboratórios Farmacêuticos Nacionais), Sindirações (Sindicato Nacional da Indústria de Alimentação Animal), ABPA (Associação Brasileira de Proteína Animal), Abiec (Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne), Assocon (Associação Nacional da Pecuária Intensiva), ABVS (Associação Brasileira dos Criadores de Suínos), CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária), Viva Lácteos (Associação Brasileira de Laticínios), ABIQUIF (Associação Brasileira da Indústria Farmoquímica e de Insumos Farmacêuticos) e Peixe BR (Associação Brasileira da Piscicultura) a criar a ALIANÇA.

Sheila Guebara, coordenadora da Aliança pelo uso racional de antimicrobianos
“Bovinos, peixes, aves e suínos são constantemente submetidos ao uso de antibióticos. Essa realidade leva à necessidade de haver conscientização sobre o uso responsável destes medicamentos. As entidades de classe ligadas à produção de alimentos de origem animal discutem o tema há muito tempo e agora dão mais um passo para aprofundar as discussões sobre o tema e atuar de forma colaborativa e alinhada, compartilhando práticas sustentáveis, que continuem a fortalecer o setor, minimizando os riscos da resistência antimicrobiana em animais e a consequente transferência para humanos”, explica Sheila Guebara, coordenadora da Aliança.
A iniciativa está em linha com o Plano de Ação Nacional para Prevenção e Controle da Resistência aos Antimicrobianos (PAN-BR AGRO) do Mapa (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento), que fomenta a prevenção das infecções por meio da adoção de boas práticas agropecuárias.
Entre as propostas da Aliança, está a participação dos representantes das entidades envolvidas em ações, simpósios e reuniões, inclusive internacionais, com o objetivo de fomentar a correta utilização dos antimicrobianos e discutir atualizações sobre o tema.
“Ao estimular o debate sobre antimicrobianos, queremos incentivar o desenvolvimento de novos produtos e tecnologias para prevenção e tratamento de infecções e também oferecer capacitação para os envolvidos no processo sobre o uso dos antimicrobianos. A Aliança é um esforço conjunto para ajudar a desenvolver políticas públicas que assegurem a efetividade do uso dessa classe de produtos, atendendo às demandas de uma população crescente em busca de proteína animal acessível”, ressalta Sheila. Guebara.
Para mais informações sobre a ALIANÇA acesse https://aliancaproteinaanimal.com.br/
Assessoria de Imprensa
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