Ao todo, as exportações de carne de frango para a UE renderam US$ 387,1 milhões, diminuição de 14% na comparação anual. O volume total exportado ao bloco europeu foi de 150,3 mil toneladas, redução de 24% .
O Jornal Valor Econômico traz a informação, em sua edição de 7/2, de que o Brasil não deverá cumprir a cota de exportação de carne de frango salgada à União Europeia (UE), pela primeira vez em oito anos. A cota de 172 mil toneladas é válida pelo ano-móvel entre julho e junho.
O jornal traz dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), que apontam que no atual ano-cota, iniciado em julho 2017, os US$ 124,3 milhões arrecadados com as exportações de carne de frango salgada à UE foram 25,2% menor que a receita do mesmo período do ciclo 2016/2017. O recuo foi ainda maior em termos de volume, sendo as 62 mil toneladas enviadas à UE no período, 33,4% menor que o volume enviado no mesmo período do ano-móvel anterior.
Ao todo, as exportações de carne de frango para a UE renderam US$ 387,1 milhões, diminuição de 14% na comparação anual. O volume total exportado ao bloco europeu foi de 150,3 mil toneladas, redução de 24% .
Desde a deflagração da Operação Carne Fraca em março de 2017, a União Europeia passou a cobrar a ausência de salmonela na carne de frango salgada vendida pelo Brasil. O Bloco passou a usar para a carne salgada os mesmos critérios aplicados à carne cozida – na qual não pode haver qualquer rastro da bactéria.
Em novembro de 2017 o Brasil apresentou questionamento à Organização Mundial de Comércio (OMC) sobre a adoção de critérios diferentes para o frango fresco e o frango fresco com adição de até 2% de sal.
O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) do Brasil chegou a suspender temporariamente, em julho de 2017, exportações de frango à UE de três frigoríficos da Seara – subsidiária da JBS – e uma unidade da BRF. Também foram paralisadas as vendas ao bloco europeu das cooperativas Copacol, Lar, C. Vale e das empresas Avenorte e Zancheta.
Segundo o Valor Econômico, a UE emitiu licenças de importação para a compra de 161 mil toneladas da cota, ou seja, deixou de aplicar licença para 11 mil toneladas.
A expectativa do setor é que a missão europeia que esteve no Brasil no último mês de janeiro resulte em boa avaliação, possibilitando a autorização de um número maior de frigoríficos a exportar carne de frango à UE.
Com informações do Jornal Valor Econômico
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