Os países árabes são um dos principais mercados da BRF, que é holding dona das marcas Sadia e Perdigão. A empresa tem uma fábrica de alimentos em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos, e participação acionária em diversas distribuidoras da região.
Na última terça-feira (29/1), o presidente da Câmara de Comércio Árabe Brasileira, Rubens Hannun, e o secretário-geral da União das Câmaras Árabes, Khaled Hanafy, reuniram-se pela manhã com Pedro Parente, presidente da BRF, e na parte da tarde foram recebidos pelo presidente do Brasil em exercício, Hamilton Mourão. Na pauta dos dois encontros esteve a preocupação em não enfraquecer as relações comerciais do Brasil com os países árabes.
Os países árabes são um dos principais mercados da BRF, que é holding dona das marcas Sadia e Perdigão. A empresa tem uma fábrica de alimentos em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos, e participação acionária em diversas distribuidoras da região.
De acordo com Rubens Hannun, Parente está “sensível” aos potenciais efeitos de uma eventual mudança da embaixada brasileira em Israel, de Tel Aviv para Jerusalém. No último dia 21/1, a autoridade sanitária saudita enviou um comunicado ao Ministério da Agricultura brasileiro descredenciando 33 plantas frigoríficas habilitadas a exportar carne de aves para aquela região, entre as quais incluem-se unidades da BRF.
Apesar de divulgar que a suspensão deve ser temporária, a BRF estima um prejuízo de cerca de R$45 milhões apenas com a unidade da de Lajeado (RS), que vinha operando com um volume de aproximadamente 6,5 mil toneladas/mês de exportação para a Arábia Saudita.
Em entrevista ao jornal Valor Econômico na própria terça-feira, o secretário-geral da União das Câmaras Árabes, Khaled Hanafy, disse que os empresários árabes estão preocupados com a possibilidade de mudança da embaixada. Com sede em Beirute, no Líbano, a União das Câmaras é o braço da Liga dos Estados Árabes para o setor privado, e reúne câmaras de comércio dos países árabes e de fora da região, como a brasileira.
Presidência da República

Na parte da tarde, em Brasília, os representantes das Câmaras Árabes foram recebidos pelo então presidente em exercício, Hamilton Mourão
Na parte da tarde, em Brasília, os representantes das Câmaras Árabes estiveram com o presidente em exercício do Brasil, Hamilton Mourão, e com a ministra da Agricultura, Tereza Cristina. Na pauta, o fortalecimento das relações econômicas e comerciais do País com o mundo árabe.
Hannun e Hanafy convidaram Mourão e Cristina a participar de um fórum árabe sobre segurança alimentar programado para ocorrer no segundo semestre. O Brasil já é grande fornecedor de alimentos ao Oriente Médio e Norte da África, especialmente de carnes bovina e de frango, mas os países da região têm grande preocupação com a garantia de abastecimento, pois são deficitários na produção e dependem das importações.
A Câmara de Comércio Árabe Brasileira apresentou à ministra Tereza Cristina um estudo específico sobre o potencial de negócios entre o Brasil e o mundo árabe na área do agronegócio. O relatório sugere medidas para fazer com que o Brasil se torne o terceiro maior parceiro comercial do mundo árabe. Hoje é o quinto.
Hannun contou que a ministra tem intenção de fazer uma viagem à região. “Ela tem consciência da importância dos países árabes para o setor e quer aprofundar as relações por meio da Câmara Árabe”, ressaltou. Também participaram das reuniões o vice-presidente de Relações Internacionais da Câmara Árabe, embaixador Osmar Chohfi, e o secretário-geral da entidade, Tamer Mansour.
Em Brasília, na quarta-feira, o grupo participou de audiências com o presidente da Apex-Brasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos), Mário Vilalva, e com o presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado, Fernando Collor.
Com informações da ANBA
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