EXPORTAÇÃO
O Boletim de Análise Mensal do CEPEA-Esalq aponta que as cotações da carne de frango cederam ainda mais em abril. O material aponta que, com procura limitada, tanto o produto inteiro quanto os cortes se desvalorizaram no mês.
No atacado da Grande São Paulo, o frango inteiro congelado teve média de R$ 3,79/kg em abril, 1,6% menor que a de março. O produto resfriado teve média de R$ 3,65/kg, queda de 2%.
Para os principais cortes acompanhados pelo Cepea, o peito e o filé resfriados tiveram respectivos preços médios de R$ 4,99/kg e de R$ 6,99/kg em abril, com desvalorizações de 2,7% e de 3,5% em comparação com o mês anterior.
Apenas o coração que registrou alta nos preços em abril, de 2,7%, a R$ 9,23/kg. Segundo agentes colaboradores do Cepea, a valorização do coração se deve à maior procura para churrascos, especialmente por conta dos feriados em abril.
EXPORTAÇÃO
A demanda pela carne de frango brasileira também se reduziu, apesar da conjuntura favorável. Em abril, o país exportou 293 mil toneladas de carne de frango in natura e processada, 21,7% abaixo do volume de março/17 e 28,9% inferior ao de abril/16.
A maior retração se deu por parte da União Europeia, que foi responsável por 31,5 mil toneladas a menos de abril a março. O bloco, que vem se recuperando de surtos ocasionais de influenza aviária, é conhecido por ter padrões altos para importações, que podem ter sido retraídas no mercado brasileiro ainda devido à quebra de confiança ocasionada pela deflagração da Operação Carne Fraca.
A lenta movimentação externa de abril reforçou o cenário de queda nos preços internos.
INSUMOS
Apesar do fraco consumo nacional, o setor avícola tem se favorecido pelos menores preços das rações. Com uma queda de 16,3% de março a abril, a saca de 60 kg de milho em Campinas (SP) teve preço médio de R$ 27,93 no mês.
No comparativo anual, a baixa é de 42,4%. Mesmo com quedas no preço do frango vivo, na média de abril, foi possível comprar 5,3 quilos de cereal com a venda de um quilo de animal, sendo a relação de troca mais favorável ao avicultor desde novembro/15.
Com informações da Comunicação CEPEA
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