


Diferindo-se em sua patogenicidade (McDougald, 2008, Shirley et al., 2005), são reconhecidas sete espécies de Eimeria:







O desafio nas aves pode:



Coccidioses em frangos de corte nas agroindústrias brasileiras, oito anos de monitoramento
DIAGNÓSTICO
Tradicionalmente, o diagnóstico nas granjas ocorre:





A coccidiose subclínica é comumente verificada em granjas de aves de corte do Brasil e é de fundamental importância o diagnóstico preciso para que sejam traçadas intervenções, particularmente em razão dos problemas com a resistência aos coccidiostáticos, garantindo o desempenho produtivo (Gazoni et al., 2020).

Dessa forma, o objetivo desse estudo foi verificar a ocorrência anual, no período de 2012 a 2019, de coccidiose pelas espécies do gênero Eimeria atingindo frangos de corte de agroindústrias do Brasil.
MATERIAL E MÉTODOS







Os dados foram lançados no Programa de Saúde Intestinal (PSI) da Vetanco do Brasil, com a finalidade de obtenção do percentual de aves acometidas 










Coccidioses em frangos de corte nas agroindústrias brasileiras, oito anos de monitoramento
COLETA DE AMOSTRAS
O monitoramento da saúde intestinal dos frangos de corte foi realizado com, no mínimo, três aves por lote (galpão). Para tanto, foram selecionadas aleatoriamente 
AVALIAÇÃO MACROSCÓPICA TECIDUAL
No trato gastrintestinal foi observada a presença de lesões causadas por Eimeria acervulina, Eimeria maxima e Eimeria tenella, Figura 1, classificadas segundo seu grau de intensidade, de acordo com a metodologia de Johnson e Reid (1970), onde o escore zero indica a ausência de lesão e o escore quatro indica lesão severa.

Coccidioses em frangos de corte nas agroindústrias brasileiras, oito anos de monitoramento
TÉCNICA DE RASPADO DE MUCOSA E CONTAGEM DE OOCISTO
Para a avaliação da E. maxima micro foi utilizada a técnica de raspado de mucosa intestinal para contagem de oocistos, as quais foram realizadas na porção intestinal do divertículo de Meckel.
Segundo Costa e Paiva (2009), a maior concentração de parasitas da E. maxima é encontrada na região do divertículo, mas pode ocorrer do duodeno e final do íleo.
O conteúdo do raspado intestinal foi depositado sobre lâmina, coberto por lamínula e visualizados em cinco campos (extremidades e centro) para a contagem de oocistos em microscopia óptica (100x).







Coccidioses em frangos de corte nas agroindústrias brasileiras, oito anos de monitoramento
RESULTADOS








Também é possível observar que nenhuma das espécies de Eimeria apresentou comportamento linear, mas sim, oscilações entre os anos: ora houve um aumento, ora houve uma diminuição da ocorrência (Tabela 1).


A E. acervulina teve um aumento expressivo no ano de 2016, chegando a 30,5% de ocorrência, com diminuição gradual após essa data (9,7% em 2019).
A E. maxima micro, teve um crescimento quase gradual até 2017 (de 28,8 até 45,5%), mantendo-se com porcentagem anual elevada nos anos seguintes (38,0 – 42,6%). Estes resultados são representados na Tabela 1.
Tabela 1. Percentual de ocorrência de Coccidiose em frangos de corte entre 9 a 49 dias no Brasil, no período de 2012 e 2019.

Ao avaliar os escores de lesões, em praticamente todos os anos e para todas as espécies, a contagem de oocistos ficou dentro do escore 1; seguido do escore 2, 3 e 4 (este, raramente foi maior que o 3, e quando ocorre, é observado para E. maxima micro, escore 3 e 4). O escore 4 foi pouco frequente, muitas vezes resultando em valor nulo na macroscopia.
A porcentagem entre as espécies e entre os anos não segue um padrão, sendo muito variada entre ambos (Tabela 2).


Tabela 2. Percentual de escores para coccidiose do gênero Eimeria obtidos entre 2012 e 2019 em frangos de corte de 9 a 49 dias de agroindústrias do Brasil.
CONCLUSÃO
Portanto, a coccidiose subclínica apresenta uma prevalência preocupante:


Sendo esse, um dos prováveis fatores que causam a redução no desempenho produtivo dos lotes de frango de corte, além de ser um fator predisponente para quadros de Clostridioses.



Informações mais detalhadas e Referências Bibliográficas disponíveis em: Abanico Veterinario. January-December 2021; 11:1-10. http://dx.doi.org/10.21929/abavet2021.2
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