Como o conhecimento teórico e a monitoria sanitária contribuem para lidar com as adversidades nas granjas
Autor: Antônio Neto, médico veterinário, assistente técnico da divisão de Aves da Zoetis
Como o conhecimento teórico e a monitoria sanitária contribuem para lidar com as adversidades nas granjas
Autor: Antônio Neto, médico veterinário, assistente técnico da divisão de Aves da Zoetis
O conhecimento teórico aprofundado das principais doenças avícolas (etiologia, epidemiologia, patogênese etc.) é indispensável para as diversas pessoas envolvidas no processo produtivo de uma granja, que precisam chegar, em algumas situações, a um diagnóstico definitivo acerca de um problema.
Por meio da observação de sinais clínicos e achados de necropsia, cabe a essas pessoas, entendendo como as doenças se expressam, estabelecer quais agentes são suspeitos de causar tais contrariedades e, assim, coletar as amostras necessárias para um diagnóstico laboratorial definitivo. Com essas informações em mãos, fica facilitado o tratamento, controle e prevenção da enfermidade.
O planejamento das coletas deve ser feito buscando responder aos questionamentos abaixo:
Vamos tomar como exemplo um lote hipotético de frangos de corte onde observou-se que o peso semanal ficou abaixo do padrão, houve diminuição no consumo de ração e as aves apresentavam-se menos ativas.
Esses primeiros sinais ligam o alerta de que pode estar havendo um problema, portanto, uma investigação mais aprofundada deve ser realizada. A observação geral do lote (espirro, estertores) e do comportamento das aves (apatia e aves em decúbito ventral), aliada com a necropsia (corrimento nasal, conjuntivite catarral, edema facial, espessamento dos sacos aéreos e acúmulo de muco seroso nas vias respiratórias), evidencia um agente com implicações no trato respiratório.
Sem lesões patognomônicas presentes para um diagnóstico definitivo, temos um indicativo de quais patógenos possam estar envolvidos (IBV, mAPV, por exemplo) o que facilita a determinação de quais amostras devo coletar e o que solicitar em termos de apoio laboratorial.
Com tesoura, pinça, swab, frasco ou embalagem estéril em mãos, temos o material necessário para realizar uma coleta da forma mais asséptica possível para evitar contaminação. Uma boa amostragem, em número e com seleção de aves apresentando sinais clínicos no início, aumentam as chances de isolar o agente ainda em replicação no indivíduo.
Para concluir esse exemplo, suponhamos que o agente isolado e identificado via PCR dos seios nasais dessas aves foi o Metapneumovírus aviário (mAPV). Os sinais clínicos nos deram esse indicativo e o lote não era vacinado para tal doença.
Observando-se o histórico de sorologias regularmente realizado pela empresa, as médias de títulos sinalizavam uma leve subida ao longo dos últimos lotes, embora sem repercussão no desempenho das aves, o que não preocupou o sanitarista a priori. Aqui fica um sinal de alerta de que algo poderia acontecer e foi sinalizado pela monitoria. Com os resultados laboratoriais da biologia molecular disponíveis e o ELISA demonstrando títulos altos para esse vírus, coube aos decisores adotar uma vacina para controle do desafio a campo nos lotes seguintes, o que permitiu o retorno aos resultados esperados.
Vejam como todas as peças desse quebra-cabeças foram se encaixando à medida que as decisões corretas (como coleta de material de forma apropriada, amostragem confiável e representativa, escolha do exame laboratorial ideal) foram sendo tomadas. Como bem sabemos, essas situações não são raras na rotina de uma granja, na verdade o objetivo é reduzi-las ao máximo e isso é possível, em grande parte, com uma monitoria sanitária sistemática e organizada.
As ferramentas laboratoriais, sejam para fins de diagnóstico ou monitoria, são grandes aliadas na nossa rotina na avicultura e devemos utilizá-las com sabedoria. Os “sinais” estão sempre mostrando o caminho certo. Interpretá-los é o detalhe.

Como o conhecimento teórico e a monitoria sanitária contribuem para lidar com as adversidades nas granjas | Fonte: Assessoria de Imprensa Zoetis
Assine agora a melhor revista técnica sobre avicultura
AUTORES

Importância da doença de Marek e Leucose Linfóide na avicultura familiar e caipira – Parte II

O impacto das síndromes respiratórias na qualidade do frango
Jovanir Inês Müller Fernandes
Programação dos painéis de resfriamento evaporativo

Com R$ 80 milhões de investimento em P&D, Agroceres Multimix lança agCare e mostra a engrenagem por trás das especialidades para aves

HPDDG: ingrediente que nasceu na “energia” e está conquistando espaço na avicultura

Mão de obra, o pesadelo atual dos incubatórios!
Adriano Bailos
Novos compostos e sinergismo podem contribuir para o controle de Salmonella Heidelberg e S. Minnesota
M.V. M.Sc. Dino Garcez – Consultor Técnico/DGbioss
Pontos de controle importantes para a qualidade de pintinhos correlacionados à temperatura
Renata Steffen
Cobb-Vantress completa 10 anos de compartimentação de plantéis avícolas com validação de seis países da América Latina
Cobb
Revestimentos de resíduo de açaí na conservação de ovos

NestSound™: A inovadora tecnologia de monitoramento de som da Petersime para melhorar o bem-estar dos pintinhos

Crina® Poultry Plus, uma ferramenta para a saúde avícola com efeitos no desempenho produtivo e na saúde intestinal.

Modulação Precoce e Integrada da Saúde Intestinal de Aves: Soluções Biochem
Equipe Técnica Biochem
Persistência das fêmeas no pós-pico: Manejo da fertilidade e da produção
Equipe Técnica Aviagen
Condenações em abatedouros: Artrite, pododermatite e ascite em frangos de corte
Brunna Garcia
Sucessão e Biosseguridade: O “Novo Normal” da Postura foi Pauta no LPN Congress 2025