“A permanência e a expansão das agroindústrias no grande oeste catarinense dependem da construção dessa obra”, destacou Ribas.
A autorização, no último dia 9/12, pelo Governo Federal, para que grupos empresariais tirem do papel o projeto de construção e operação da Ferroeste, foi comemorada pelo presidente do Sindicarne (Sindicato das Indústrias da Carne e Derivados no Estado de Santa Catarina), José Antônio Ribas Júnior. Os 286 km de ferrovia entre Cascavel (PR) e Chapecó (SC), atendem à necessidade de abastecimento de matéria-prima, principalmente milho, às agroindústrias, além da produção de alimentos sediadas no oeste de Santa Catarina.
“A permanência e a expansão das agroindústrias no grande oeste catarinense dependem da construção dessa obra”, destacou Ribas.

No referido trecho, devem ser investidos R$ 6,4 bilhões e abertas 122.485 vagas de trabalho (diretas, indiretas e efeito-renda). Ribas enfatiza que a ferrovia permitirá ligar a região produtora de grãos do centro-oeste do País com Chapecó e, por isso, será essencial para garantir o suprimento de milho às agroindústrias do grande oeste catarinense.
O dirigente avalia que a operação para busca do milho no Brasil Central requer mais de 100 mil viagens de carretas com capacidade média de 30 toneladas, que fazem o percurso de 2,2 mil quilômetros, com elevado custo ambiental e humano.
“Isso representa mais de 6 bilhões de reais em fretes, todo ano”, salienta Ribas. “Com esse dinheiro é possível construir no Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás as mais avançadas indústrias do planeta”, completa.
O presidente do Sindicarne acredita que só há um meio para evitar a fuga das agroindústrias: construir a ferrovia norte-sul, ligando o oeste catarinense ao centro-oeste do País. Segundo ele, a dependência dessa matéria-prima e as deficiências da infraestrutura logística brasileira, localizadas fora da porteira dos estabelecimentos rurais e agroindustriais, anulam a aptidão e a competência do agronegócio e prejudicam muito mais a agricultura do que as chamadas barreiras externas, como subsídios, quotas e sobretaxas.
Ribas destaca ainda que o custo de transporte rodoviário, caso mantenha-se a atual matriz, inviabilizará grandes empreendimentos do agronegócio em solo catarinense. Esse quadro, segundo ele, é agravado pelas rodovias em péssimas condições que neutralizam a competitividade das empresas.
“A opção pela linha férrea reduzirá em 30% o custo do transporte de insumos, como milho e soja”, salienta. ” Santa Catarina necessita de 7 milhões de toneladas de milho por ano e importa 5 milhões de outras regiões do País e do exterior”, completa.
Novos Tempos
A empresa estatal paranaense Ferroeste assumiu o trecho. A ligação Cascavel-Chapecó integra projeto da Ferroeste que conseguiu, também, aprovação para ferrovia entre Maracaju (MT) e o Porto de Paranaguá (PR), ligação que também interessa às indústrias exportadoras catarinenses.
Criado a partir do novo Marco Legal das Ferrovias, o Pró-Trilhos (Programa de Autorizações Ferroviárias) estimula a ampliação da malha ferroviária nacional pela iniciativa privada, por meio do instrumento da outorga por autorização. O Programa foi criado por meio da Medida Provisória nº 1.065/21, que instaura o instituto da outorga por autorização para o setor ferroviário, autorizando a livre iniciativa no mercado ferroviário. Permitindo, assim, que o setor privado possa construir e operar ferrovias, ramais, pátios e terminais ferroviários.
O Pró-Trilhos aumentará a atratividade do setor privado para realizar investimentos em ferrovias nas modelagens greenfields (novos empreendimentos, ferrovias construídas a partir do “zero”) ou brownfields (empreendimentos que utilizarão ferrovias já existentes, no todo ou em parte).
Até o momento, o Ministério da Infraestrutura recebeu 36 requerimentos de autorização ferroviária, perfazendo 7.780 novos km de ferrovias e investimentos na ordem de R$ 115 bilhões. A expectativa é de que sejam criados 2 milhões de novos postos de trabalho diretos e indiretos, além da diminuição do custo de transporte, da emissão de dióxido de carbono e a modernização da malha ferroviária nacional.
Fonte: Assessoria de Imprensa
Assine agora a melhor revista técnica sobre avicultura
AUTORES

Importância da doença de Marek e Leucose Linfóide na avicultura familiar e caipira – Parte II

O impacto das síndromes respiratórias na qualidade do frango
Jovanir Inês Müller Fernandes
Programação dos painéis de resfriamento evaporativo

Com R$ 80 milhões de investimento em P&D, Agroceres Multimix lança agCare e mostra a engrenagem por trás das especialidades para aves

HPDDG: ingrediente que nasceu na “energia” e está conquistando espaço na avicultura

Mão de obra, o pesadelo atual dos incubatórios!
Adriano Bailos
Novos compostos e sinergismo podem contribuir para o controle de Salmonella Heidelberg e S. Minnesota
M.V. M.Sc. Dino Garcez – Consultor Técnico/DGbioss
Pontos de controle importantes para a qualidade de pintinhos correlacionados à temperatura
Renata Steffen
Cobb-Vantress completa 10 anos de compartimentação de plantéis avícolas com validação de seis países da América Latina
Cobb
Revestimentos de resíduo de açaí na conservação de ovos

NestSound™: A inovadora tecnologia de monitoramento de som da Petersime para melhorar o bem-estar dos pintinhos

Crina® Poultry Plus, uma ferramenta para a saúde avícola com efeitos no desempenho produtivo e na saúde intestinal.

Modulação Precoce e Integrada da Saúde Intestinal de Aves: Soluções Biochem
Equipe Técnica Biochem
Persistência das fêmeas no pós-pico: Manejo da fertilidade e da produção
Equipe Técnica Aviagen
Condenações em abatedouros: Artrite, pododermatite e ascite em frangos de corte
Brunna Garcia
Sucessão e Biosseguridade: O “Novo Normal” da Postura foi Pauta no LPN Congress 2025