O controle tanto da ascite como da morte súbita baseia-se em reduzir todas as condições que predisponham as aves a um quadro de deficiente oxigenação. Para tanto, recomenda-se os seguintes cuidados:
O inverno se aproxima e com ele algumas doenças oportunistas que podem causar sérios prejuízos para a avicultura. Baixas temperaturas e oscilações acentuadas estão fortemente correlacionadas com surtos de síndrome ascítica e de morte súbita, sendo apontados como fatores que aumentam a taxa metabólica e a demanda de oxigênio da ave, responsáveis pelo aparecimento desses surtos.
Baixas temperaturas exigem maior demanda de oxigenação para que a ave mantenha a temperatura corporal, o que acarreta hipertensão pulmonar, falha cardíaca e congestão passiva generalizada, que culmina com o extravasamento de líquido na cavidade abdominal. Na morte súbita, esse processo é mais rápido, determinando dilatação cardíaca, hidro pericárdio, desfibrilação ventricular, causando uma síncope cardíaca e morte.
O controle tanto da ascite como da morte súbita baseia-se em reduzir todas as condições que predisponham as aves a um quadro de deficiente oxigenação. Para tanto, recomenda-se os seguintes cuidados:
Bronquite Infecciosa
O frio também propicia a instalação de agentes que causam a bronquite infecciosa. Essa enfermidade não responde a antibiótico, portanto, faz-se necessário prevenir com vacinação do plantel, cujo programa inicia ainda no incubatório, e manter um manejo cuidadoso, evitando adensamento no aviário, mantendo ventilação adequada sem descuidar da temperatura.
Controle Térmico do Ambiente
O desempenho térmico dos aviários no período do frio pode ser melhorado com o uso de isolantes sob as telhas, como o poliuretano, poliestireno, mantas térmicas, lã de vidro ou similares. A utilização de cortina dupla e de estufa, que consiste de cortinas instaladas nas laterais e na parte superior da área destinada ao alojamento dos pintos, tem se mostrado eficiente na retenção de calor emitido pelos sistemas de aquecimento e redução da mortalidade por ascite.
O uso de forro também melhora o conforto térmico das aves nesse período, reduzindo a amplitude térmica no galpão. Esse atua como segunda barreira física, a qual permite formação de camada de ar junto à cobertura e reduz o volume de ar a ser aquecido.
É bom reforçar que, antes do alojamento, a temperatura ambiente deve estar dentro da zona de conforto das aves, que nos primeiros dias está entre 32 a 35oC. Para a manutenção dessa temperatura, o avicultor vai necessitar da instalação de sistemas de aquecimento. Veja mais algumas dicas:
Comportamento das aves
O comportamento da ave é um bom indício do funcionamento adequado do sistema de aquecimento. Quando há afastamento das aves da fonte de calor, isso indica excesso de calor emitido pelo sistema. Quando há aglomeração das aves em determinado local, é indicativo de corrente de ar.
Se existe muita aglomeração, isso é indício da necessidade de mais aquecimento. Como condição ideal de comportamento, as aves devem permanecer uniformemente distribuídas na região de aquecimento. Se apresentarem asas e pescoço estendidos ou bicos abertos é sinal de aquecimento elevado.
*Este artigo foi produzido por pesquisadores da Embrapa Suínos e Aves para o site aviNews Brasil
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