O ovo é a proteína do futuro e a cadeia produtiva já está se preparando para isso
O ovo é a proteína do futuro e a cadeia produtiva já está se preparando para isso
Enquanto o mundo discute segurança alimentar, saudabilidade e custo acessível das proteínas, o setor de postura avança com uma convicção cada vez mais clara: o ovo é a proteína do futuro. É com essa visão que a Mantiqueira Brasil e o Instituto Ovos Brasil vêm trabalhando para transformar o modo como o consumidor se relaciona com esse alimento, e como o varejo e a indústria se posicionam diante dele.
Durante o Avicultor + 2025, evento realizado em Belo Horizonte pela AVIMIG, dois grandes nomes do setor deixaram isso evidente: Edival Veras, presidente do Instituto Ovos Brasil, e André Carvalho, diretor de marketing da Mantiqueira, compartilharam dados, reflexões e movimentos concretos que apontam para um futuro onde o ovo terá ainda mais protagonismo, tanto nas gôndolas quanto nas estratégias de saúde pública.

Da superação do mito à valorização nutricional
Por muitos anos, o ovo foi injustamente tratado como vilão da alimentação por seu conteúdo de colesterol. Hoje, a ciência já comprovou o oposto: ele é um alimento completo, rico em vitaminas, minerais, proteínas de alto valor biológico e capaz até de auxiliar no controle glicêmico e na cognição. “O ovo estimula a liberação do GLP-1 — o mesmo hormônio replicado em medicamentos para emagrecimento”, explicou André, ao mencionar estudos conduzidos em parceria com o Instituto Ovos Brasil.
O desafio do PDV e o papel do marketing
Apesar de todos os benefícios nutricionais, o ovo ainda sofre com uma apresentação simplificada no ponto de venda. Os espaços físicos nas gôndolas seguem os mesmos de décadas atrás, limitando a exposição de produtos diferenciados como ovos de galinhas livres, orgânicos ou enriquecidos. “Não dá para falar de uma proteína do futuro com espaços de venda do passado”, reforçou André.
A Mantiqueira já investe fortemente em branding e comunicação — com campanhas de TV, rádio e YouTube — para valorizar a categoria. A marca Happy Eggs, focada em bem-estar animal, e a nova linha “Naturalmente Proteicos”, que comunica o teor de proteína por porção, são exemplos de como a empresa tem puxado o movimento de descomoditização do ovo.
O papel do Instituto Ovos Brasil e a necessidade de união
Edval Veras destacou que, mesmo com o crescimento do consumo per capita no Brasil, ainda há espaço para avançar, especialmente nas classes C, D e E. “A TV aberta é o meio que mais impacta esses públicos, e campanhas institucionais podem acelerar esse crescimento. Mas isso depende do esforço conjunto da cadeia”, afirmou.
O Instituto Ovos Brasil já colhe resultados com a valorização do alimento — são mais de 17 anos promovendo os benefícios do ovo com base em ciência. Mas a mensagem foi clara: para transformar o ovo na principal proteína do país, é preciso mais união, mais associados e mais investimentos em informação de qualidade.
Proteína acessível, versátil e escalável
O futuro da alimentação passa por uma equação difícil: alimentar mais pessoas com menos impacto ambiental e menor custo. E é justamente nisso que o ovo se destaca. Com alto aproveitamento, baixo custo, facilidade de preparo e valor nutricional elevado, ele se consolida como uma resposta prática e eficiente aos desafios da segurança alimentar global.
“O ovo é a proteína do futuro. E o futuro é agora.”
A frase de André resume não só a visão estratégica da Mantiqueira, mas também um chamado para toda a cadeia: é hora de construir esse futuro juntos — com inovação, marca forte, ciência e colaboração.
Assista a entrevista completa no canal agriNews Play Brasil:
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