Oportunidades
O vice-presidente executivo do Sindirações, Ariovaldo Zani, abordou os “desafios e perspectivas da cadeia produtiva de proteína animal” na edição 2018 da FENAGRA (Feira Nacional da Agroindústria), realizada no mês de maio, em Campinas, interior de São Paulo. A seguir você encontrará os pontos de destaque do discurso do vice-presidente executivo do Sindirações:
Oportunidades
De acordo com Zani, é flagrante a contínua prosperidade da agricultura no Brasil. Essa afirmação se justifica basicamente por três fatores.
Ameaças
“Além disso, a percepção externa é de um Brasil ainda com insegurança sanitária. E lamentavelmente, os últimos episódios constituem motivos para isso”, comenta Zani.
Exportação de frango – O Brasil segue como líder mundial na exportação de frango, no entanto, a taxa de crescimento nesse quesito tem encolhido, ano a ano, ficando em torno de 6%. Enquanto isso, a Tailândia avança 17% ao ano e, em termos de crescimento proporcional, já lidera o ranking dos exportadores. Os motivos da queda brasileira estão relacionados à insegurança jurídica/compliance, à burocracia regulatória, e ao crescente custo de produção e de mão de obra.
Pontos Fortes
Pontos fracos
“No modelo existente, observam-se práticas antiquadas de inspeção e fiscalização que abrem brechas para que oportunistas inescrupulosos manchem a imagem do País”, analisa;
Fatores de Risco
“O pedido foi atendido e, de fato, muito tem contribuído na saída da safra de milho e de soja. Essa facilidade, porém, diminui a oferta interna e faz com que o preço suba. Em resumo, a facilidade é muito boa para quem produz o milho e exporta, mas para a pecuária deve ser encarada como um risco a ser observado atentamente”, avalia Zani.
Proposta do Agronegócio aos presidenciáveis
O Sindirações integra o grupo de trabalho apartidário que elaborou e encaminhou aos presidenciáveis uma proposta em prol dos interesses do agronegócio. Trata-se de um documento baseado no princípio de “apresentar soluções, ao invés de problemas”. A proposta contempla sugestões de como implementar um Ministério da Agricultura “versão 4.0”, de viés estratégico, que valorizaria as tecnologias disruptivas, de banco de dados e da inteligência artificial em que a máquina faz o trabalho “braçal” e libera o auditor fiscal para ações mais estratégicas; a análise do risco alinhada às condições sócio/geográficas; a avaliação econômica do impacto regulatório e modulação dos prós e contras na aprovação de novas leis e regulamentos; a harmonização dos sistemas públicos para que todos os auditores tenham capacidade de realizar a mesma interpretação dos fatos; e a autorregularão privada, de maneira que cada produtor tenha liberdade para determinar sua forma de produzir, porém ciente de que o produto final será auditado pela necessária arbitragem oficial e exigida pelos clientes internacionais.
Reflexões
“Se ainda persiste dúvida quanto à sanidade no Brasil, qual seria nossa imagem diante dos clientes internacionais se oficialmente for permitida a produção de farinhas/gorduras para alimentação animal das carcaças de animais que morreram sem inspeção ou por causa indeterminada? Há que se refletir bastante antes da tomada das decisões”, salienta Zani.
O que esperar do futuro
Quando o assunto é perspectiva, Zani aposta que ainda no curto prazo as discussões envolverão iniciativas que priorizem os elementos biológicos em substituição aos químicos; a edição gênica; a potencial terceira safra; a tomada de decisão com base na inteligência artificial; uso contínuo da internet das coisas na agropecuária; conectividade crescente; biocombustíveis renováveis; privatização do crédito rural; e logística com concorrência.
Assessoria de Imprensa do Sindirações
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