
A Saúde Intestinal de frangos de corte tratados com UNIWALL® MOS 25 e FLORAMAX B11 desafiados com Salmonella Heidelberg
As doenças entéricas assumem considerável importância para o setor avícola devido aos seus efeitos negativos, os quais se repercutem na redução da produtividade, no aumento de mortalidade e nos riscos para segurança alimentar (Patterson e Burkholder, 2003).
A Salmonella spp., especialmente os sorovares não tifóides, são patógenos bem conhecidos, mas que podem infectar as aves silenciosamente, como membros transitórios da população microbiana intestinal, sem causar doenças ou efeitos sobre o desempenho zootécnico das aves.

Para prevenção da colonização de Salmonella spp. em animais e transmissão por meio da cadeia alimentar, ácidos orgânicos e probióticos estão sendo fornecidos para as aves no alimento e na água de bebida (Hoffmann et al., 2014; Santin et al., 2017).
Objetivo Geral do Estudo
Avaliar a ação do Uniwall® MOS 25, e do Uniwall® MOS 25 associado ao FloraMax B11®, em aves desafiadas com Salmonella Heidelberg.



Os animais receberam água e alimento ad libitum e aquecimento conforme a exigência fisiológica. Esses foram divididos em quatro grupos e receberam o delineamento de acordo com o tratamento (Tabela 1).

Tabela 1 – Delineamento dos tratamentos de produtos com seu respectivo desafio de Salmonella Heidelberg.
A inclusão do Uniwall® MOS 25 foi no grupo T3 [1,5 kg/ton.] e no grupo T4 [1,0 kg/ton.], desde o alojamento das aves. Para o grupo T4 foi administrada, via gavagem, uma dose/dia (1ml/ave) de FloraMax B11® (6g/1000 aves), do quinto ao décimo dia de vida.
As aves foram desafiadas no 10° dia de vida com Salmonella Heidelberg (105 UFC/mL), este isolado oriundo de aves. No 12° dia, nove aves foram sacrificadas por grupo, para a colheita dos cecos, recuperação e quantificação bacteriana para a determinação da UFC/mL.
Na Tabela 2, estão apresentados os dados referentes à recuperação bacteriana. Pode-se observar que 1 dia após o desafio, as médias de recuperação bacteriana não diferiram significativamente (p<0,05) do controle positivo (T2). Todavia, dois dias após o desafio, os grupos T3 e T4 apresentaram redução no Log de UFC/mL diferindo significativamente do controle positivo (T2). Indicando que a utilização de Uniwall® MOS 25 – 1,5 kg/ton (T3) e Uniwall® MOS 25 – 1,0 kg/ton associado ao FloraMax B11® (T4) permitiram uma redução no Log de UFC/mL de Salmonella Heidelberg no ceco das aves desafiadas, assim como está resumido no Gráfico 1.

Tabela 2. Log UFC/ml um e dois dias após desafio por Salmonella Heidelberg.
Médias seguidas pela letra minúscula na linha não diferem estatisticamente pelo Teste de Scott-Knott (P<0,05).
Recuperação de Salmonella Heidelberg (log de UFC/ml no ceco)

Gráfico 1. Log UFC/ml dois dias após desafio por Salmonella Heidelberg.
A utilização de Uniwall® MOS 25 [1,5 kg/ton] e Uniwall MOS 25 [1,0 kg/ton] associado ao FloraMax B11® (6g/1000 aves) permitiram uma redução na recuperação de Salmonella Heidelberg (Log de UFC/mL) no ceco das aves desafiadas, dois dias após desafio.
O Uniwall® MOS 25 é constituído por ácidos orgânicos e parede celular de levedura, porém, apresenta um carrier mineral, que além de atuar como uma proteção dos seus constituintes da fórmula dentro do sistema gastrointestinal, atua como uma plataforma de multiplicação e transporte de bactérias acidófilas, entre as principais bactérias estão os Lactobacillus sp. (Figura 1.)

Figura 1
Santin E, Hayashi RM, Wammes JCS, Gonzalez-Esquerra R, Carazzolle MF, Freire CCM, Monzani PS and Cunha AF (2017) Phenotypic and Genotypic Features of a Salmonella Heidelberg Strain Isolated in Broilers in Brazil and Their Possible Association to Antibiotics and Short-Chain Organic Acids Resistance and Susceptibility. Front. Vet. Sci. 4:184. doi: 10.3389/fvets.2017.00184
Hoffmann M, Zhao S, Pettengill J, Luo Y, Monday SR, Abbott J, et al. Comparative genomic analysis and virulence differences in closely related Salmonella enterica serotype Heidelberg isolates from humans, retail meats, and animals. Genome Biol Evol (2014) 6:1046–68. doi:10.1093/gbe/evu079.
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