As empresas citadas anteriormente garantem o abastecimento com ovos de galinhas livres de gaiolas e afirmam que isso se deve à perspectiva do bem-estar animal.
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Na Argentina se tem estabelecido um debate sobre a produção de ovos baseada em galinheiros convencionais e sistema de galinhas caipiras (livres). Por um lado, se enfatiza o elevado custo que significa para o consumidor final e, por outro, se defende o bem-estar animal.
De sua parte, a Câmara Argentina de Produtores Avícolas (CAPIA) defende seus métodos produtivos e comunica que a produção de ovos na Argentina se realiza praticando todas as normas de qualidade e sanidade agroalimentar exigidas em nível global, preservando a qualidade do produto e a sanidade para seu consumo.
Este debate foi impulsionado pela organização Humane Society International (HSI) – que chegou à Argentina para promover o tipo de produção de ovos de galinha livre, segundo cita El Clarín, assegurando que várias companhias internacionais se comprometeram à mudança, o que inclui suas operações na Argentina. Em sua lista figuram a Unilever, McDonald’s, Starbucks, Grupo Bimbo, Serviços Compass, Nestlé, Intercontinental Hotels Group e General Mills, entre outras.
As empresas citadas anteriormente garantem o abastecimento com ovos de galinhas livres de gaiolas e afirmam que isso se deve à perspectiva do bem-estar animal.
Enquanto isso, o presidente da Capia, Javier Prida, indica que a produção com galinhas caipiras “não é uma prática recomendável pelos riscos sanitários que representa, considerando que o animal defeca e urina no mesmo lugar onde põe o ovo, produzindo mais ovos sujos com baixa segurança”.
Esta polêmica se inicia devido a uma tendência mundial, na qual se está promovendo a produção de ovos sob o sistema de galinhas caipiras livres: este sistema permite que as galinhas tenham mais espaço e implica fatores para o melhoramento e enriquecimento de seu ambiente. Entretanto, a produção de ovos convencional está proibida na Nova Zelândia, Austrália, certas localidades dos EUA e em alguns países da Europa.
O presidente da Capia afirmou ao La Nación que: “no mundo somente 10% da produção se realiza com os sistemas denominados de livre pastoreio. Do ponto de vista nutricional os ovos produzidos nos atuais sistemas e os de livre pastoreio não têm nenhuma diferença”.
Esta controvérsia na Argentina se produziu em relação ao preço para se produzir “ovos livres de gaiolas” e o impacto que isso geraria para os produtores. O presidente da CAPIA, Prida, precisou que a câmara não se opõe ao sistema de galinhas caipiras, porém afirmou que os consumidores deveriam ter a possibilidade de eleger já que nem todos estariam dispostos a pagar mais ou, diretamente, não teriam condições de fazê-lo.
A CAPIA sustenta que a produção de ovos na Argentina é reconhecida mundialmente por sua qualidade, status sanitário e técnicas de produção. “O consumo de ovos cresce de maneira sustentável há 10 anos, posicionando a Argentina como o 5º consumidor de ovos do mundo, com 273 ovos per capta em 2016”.
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