A Austrália confirmou pela primeira vez a detecção do vírus da influenza aviária de alta patogenicidade H5N1 no território continental, após testes realizados em uma ave selvagem encontrada no estado da Austrália Ocidental.
O caso foi identificado em uma skua-marrom (Catharacta antarctica) encontrada morta no Parque Nacional Cape Le Grand, próximo a Esperance, na costa sul da Austrália Ocidental. A confirmação ocorreu após análises laboratoriais realizadas pelo Australian Centre for Disease Preparedness (ACDP), unidade de referência nacional da CSIRO.
Segundo as autoridades australianas, a descoberta representa a primeira confirmação do H5N1 em aves no continente australiano. O país já havia registrado outros episódios de influenza aviária, mas envolvendo principalmente variantes do vírus H7, que causaram surtos em granjas comerciais nos estados de Victoria, Nova Gales do Sul e Queensland em 2024.
A detecção do H5N1 aumenta a preocupação dos especialistas porque a linhagem atualmente circulante do vírus tem se espalhado globalmente entre aves selvagens e também já foi identificada em diferentes espécies de mamíferos.
A ave infectada foi encontrada em uma região costeira, e as autoridades destacaram que as aves marinhas podem atuar como importantes veículos para a disseminação do vírus devido aos seus padrões migratórios.
O governo australiano informou que equipes de vigilância permanecem monitorando aves selvagens e domésticas para verificar se existem outros casos. Até o momento da divulgação, não havia confirmação de disseminação ampla do vírus entre populações de aves domésticas ou comerciais.
As autoridades reforçaram que produtores rurais devem manter medidas rigorosas de biosseguridade, incluindo:
A ministra australiana da Agricultura destacou que a chegada do H5N1 ao continente era considerada uma possibilidade diante da expansão global do vírus, mas ressaltou que o país possui sistemas de vigilância preparados para identificar rapidamente novos casos.
Fonte: australiangeographic.com.au
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